Nos últimos cinco anos, enquanto a economia afundava e os
trabalhadores de diversos setores eram demitidos, os cinco maiores
empregadores do País perderam 60,8 mil vagas – é como se, juntos,
tivessem cortado os funcionários que trabalham no GPA, do supermercado
Pão de Açúcar.

Os Correios, a empresa de telemarketing Atento, os varejistas GPA e Via Varejo (das Casas Bahia e Ponto Frio)
e a Petrobrás são os maiores empregadores formais do Brasil: somados
têm 335,4 mil funcionários. O número impressiona, mas é 15% menor que em
2014.
Só entre 2014 e 2017, ano em que a recessão acabou, essas
empresas deixaram de ter 52 mil empregados, o equivalente ao número de
colaboradores da mineradora Vale. Hoje, com a economia em marcha lenta e
o mercado de trabalho cambaleante, 4 das 5 empresas têm menos
funcionários do que há dois anos.
Além de questões setoriais, entre as estatais, o número de
empregados caiu com a crise do setor público, a medida em que elas
deixaram de fazer concursos para repor os quadros.
Só os Correios perderam 19,3 mil funcionários desde 2014. Nos anos de
crise, entre 2015 e 2016, a empresa estatal acumulou prejuízos de R$ 4
bilhões. Para cortar custos, além da suspensão de concursos – a última
seleção aconteceu em 2011 -, os Correios também anunciaram o fechamento
de mais de 400 agências próprias desde 2017.
Os funcionários dessas unidades desativadas foram realocados
em agências próximas, transferidos das funções de atendimento para
outras atividades (como a de carteiro) ou aderiram aos Planos de Desligamento Voluntário (PDV).
Um deles é Gilmar Gomes da Silva, de 60 anos. Ele trabalhou
como carteiro por 22 anos e saiu da empresa em 2017, antes do que
previa. “A gente viu a situação da empresa piorando e começou a ficar
muito desgastante. Em algumas cidades, tem carteiro que anda 15
quilômetros por dia. A empresa paga por anos de más administrações.”
A situação dos empregados nas estatais acaba refletindo o
estado das contas públicas. O governo fala em privatização dos Correios,
mas isso esbarra na função social da empresa, que por muitas vezes tem a
única agência bancária de municípios do interior, por meio do Banco
Postal”, diz o economista da Universidade de Brasília (UnB) José Luis
Oreiro.
No caso da Petrobrás, o economista lembra que a empresa
suspendeu uma série de investimentos, o que também teve impacto nos
prestadores de serviços e nos empregos de terceirizados. “A tendência é
que o número de empregados caia mais, com o processo de desinvestimento e
a venda de ativos, como refinarias”, diz Oreiro.
Em abril, a Petrobrás anunciou um plano de demissão
voluntária, com o objetivo de economizar, até 2023, R$ 4,1 bilhões. A
expectativa era de uma adesão de 4.500 empregados.
Caixa livre. No varejo, as empresas sentiram a queda no
consumo das famílias. Gigantes, como GPA e Via Varejo não escaparam do
corte de funcionários. Somadas, as duas empresas – que já se uniram e se
separaram novamente – perderam quase 21 mil postos desde 2014.
O varejo viveu uma década de ouro, entre 2004 e 2014, de
expansão acelerada, aumento do consumo e disponibilidade de crédito”,
diz Miguel de Paula, diretor de Recursos Humanos do GPA. “Em 2014, esse
cenário começou a mudar. Foi necessário readequar o negócio.”
O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes, lembra que, além do desemprego
alto, a subutilização da força de trabalho bate recordes. “Com menos
renda, as famílias reduziram gastos e o varejo ficou sem alternativa
além de demitir.”
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Nos últimos cinco anos,
enquanto a economia afundava e os trabalhadores de diversos setores
eram demitidos, os cinco maiores empregadores do País perderam 60,8 mil
vagas - é como se, juntos, tivessem cortado os funcionários que
trabalham no GPA, do supermercado Pão de Açúcar.
Os Correios, a empresa de telemarketing Atento, os varejistas GPA e Via
Varejo (das Casas Bahia e Ponto Frio) e a Petrobras são os maiores
empregadores formais do Brasil: somados têm 335,4 mil funcionários. O
número impressiona, mas é 15% menor que em 2014.
Só entre 2014 e 2017, ano em que a recessão acabou, essas empresas
deixaram de ter 52 mil empregados, o equivalente ao número de
colaboradores da min... - Veja mais em
https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2019/08/20/crise-tira-61-mil-vagas-de-quem-mais-emprega.htm?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=economia&cmpid=copiaecola
Nos últimos cinco anos,
enquanto a economia afundava e os trabalhadores de diversos setores
eram demitidos, os cinco maiores empregadores do País perderam 60,8 mil
vagas - é como se, juntos, tivessem cortado os funcionários que
trabalham no GPA, do supermercado Pão de Açúcar.
Os Correios, a empresa de telemarketing Atento, os varejistas GPA e Via
Varejo (das Casas Bahia e Ponto Frio) e a Petrobras são os maiores
empregadores formais do Brasil: somados têm 335,4 mil funcionários. O
número impressiona, mas é 15% menor que em 2014.
Só entre 2014 e 2017, ano em que a recessão acabou, essas empresas
deixaram de ter 52 mil empregados, o equivalente ao número de
colaboradores da min... - Veja mais em
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Nos últimos cinco anos,
enquanto a economia afundava e os trabalhadores de diversos setores
eram demitidos, os cinco maiores empregadores do País perderam 60,8 mil
vagas - é como se, juntos, tivessem cortado os funcionários que
trabalham no GPA, do supermercado Pão de Açúcar.
Os Correios, a empresa de telemarketing Atento, os varejistas GPA e Via
Varejo (das Casas Bahia e Ponto Frio) e a Petrobras são os maiores
empregadores formais do Brasil: somados têm 335,4 mil funcionários. O
número impressiona, mas é 15% menor que em 2014.
Só entre 2014 e 2017, ano em que a recessão acabou, essas empresas
deixaram de ter 52 mil empregados, o equivalente ao número de
colaboradores da min... - Veja mais em
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