A disputa política para o Governo do Maranhão em 2026 está dividindo a base do presidente Lula. De um lado, o governador Carlos Brandão apoia a candidatura de seu sobrinho, Orleans Brandão. Do outro, aliados do ministro do STF Flávio Dino defendem o vice-governador Felipe Camarão como candidato.
O racha preocupa o PT, porque pode favorecer o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que lidera as pesquisas de intenção de voto.
Aliados de Dino chegaram a tentar uma aliança com Braide, mas não houve acordo. Com isso, passaram a apoiar Camarão. Dentro do PT, alguns defendem que Lula apoie tanto Camarão quanto Orleans para evitar divisão, mas Camarão e a direção nacional do partido rejeitam essa possibilidade.
Brandão afirma ser aliado de Lula e aposta na força de uma ampla coligação de partidos e prefeitos para impulsionar Orleans. Já o grupo de Dino acredita que Camarão representa a renovação política no estado.
Segundo pesquisa Quaest divulgada em março, Braide aparece na frente com 35% das intenções de voto, seguido por Orleans Brandão com 24%, enquanto Felipe Camarão tem 7%.
A ruptura entre Brandão e Dino se agravou nos últimos anos por disputas políticas e institucionais, especialmente em torno de indicações para o Tribunal de Contas do Estado. O conflito chegou ao STF e levou Lula a pedir publicamente que os dois grupos evitassem brigas internas para não fortalecer adversários políticos.

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