segunda-feira, 31 de agosto de 2026

PM reformado do Maranhão acusado de matar o próprio sobrinho em Fortaleza é pronunciado e deve ir a júri popular

 O policial militar reformado do Maranhão Paulo Cezar Lemos Lucena, de 59 anos, foi pronunciado pela Justiça do Ceará e deverá ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte do próprio sobrinho, Leonardo dos Santos Lucena, de 41 anos.



A decisão foi proferida pela 5ª Vara do Júri de Fortaleza, que acolheu o pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE) e determinou que o acusado responda por homicídio duplamente qualificado.

Segundo a decisão, as qualificadoras reconhecidas são a de que o crime teria sido praticado à traição, por meio de emboscada, dissimulação ou outro recurso que dificultasse ou impossibilitasse a defesa da vítima, além do uso de arma de fogo de uso restrito.

Por outro lado, a Justiça afastou a qualificadora de motivo torpe.

Crime aconteceu em novembro de 2025

O homicídio ocorreu em 19 de novembro de 2025, no bairro Mondubim, em Fortaleza. De acordo com as investigações, Leonardo foi surpreendido quando deixava a própria residência e atingido por diversos disparos nas costas.

A investigação foi conduzida pela 9ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Ceará.

A principal linha investigativa apontou para uma possível desavença de natureza pessoal entre tio e sobrinho. Conforme a apuração policial, Leonardo mantinha um relacionamento com a ex-namorada do tio, situação que, segundo os investigadores, não era aceita pelo militar reformado.

Durante as investigações, a namorada da vítima e amigos do acusado prestaram depoimentos e teriam reconhecido Paulo Cezar como o homem apontado como responsável pelos disparos.

Fuga e prisão em Mato Grosso

Após o crime, o policial militar reformado deixou o Ceará. A localização dele foi descoberta posteriormente a partir de informações obtidas pelo trabalho de inteligência da Polícia Civil do Ceará.

Em abril de 2026, Paulo Cezar foi localizado e preso no município de Sorriso, em Mato Grosso, por equipes da Polícia Civil daquele Estado.

A prisão ocorreu meses depois do assassinato e marcou uma nova etapa do processo criminal.

Acusado será julgado por sete jurados

Com a decisão de pronúncia, o processo avança para a fase em que o acusado deverá ser levado ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

No julgamento, a decisão caberá a sete jurados, sorteados entre cidadãos, que irão analisar as provas e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa.

Apesar da pronúncia, Paulo Cezar ainda não foi condenado. A decisão apenas reconhece a existência de elementos suficientes para que ele seja submetido ao julgamento popular.

O processo tramita em segredo de Justiça e, até o momento, não há data definida para a realização do júri. A defesa do acusado não foi localizada para comentar a decisão.

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