quarta-feira, 9 de setembro de 2026

CAPANGAS DA PREFEITA CICI AMEAÇA VEREADOR POR FISCALIZAR OBRAS ABANDONADA NO MUNICIPIO DE CONCEIÇÃO DE LAGO AÇU/MA

 O vereador Truma Oliveira, de Conceição do Lago-Açu, utilizou suas redes sociais para denunciar o que afirma serem ameaças e intimidações que estaria sofrendo após intensificar as denúncias e fiscalizações relacionadas à administração municipal.

Segundo o parlamentar, pessoas que ele associa ao grupo político da prefeita Cici estariam realizando ameaças de forma recorrente, principalmente depois que passou a cobrar publicamente explicações sobre obras paralisadas, serviços que considera mal executados e outras situações que, na avaliação dele, precisam ser esclarecidas pela gestão municipal.



Diante da gravidade das supostas ameaças, Truma afirmou ter procurado a Delegacia de Polícia Civil, onde registrou um Boletim de Ocorrência, como forma de formalizar a denúncia, resguardar seus direitos e buscar medidas para garantir sua segurança e integridade.


“NÃO VOU ME CALAR”

Mesmo diante do episódio, o vereador declarou que não pretende recuar nem interromper seu trabalho de fiscalização.

Truma afirmou que continuará percorrendo as comunidades, verificando pessoalmente as denúncias apresentadas pelos moradores e cobrando providências quando encontrar problemas.

Segundo ele, a população pode encaminhar denúncias diretamente ao seu gabinete ou por meio de suas redes sociais. O parlamentar diz que pretende ir aos locais indicados, conversar com os moradores e verificar de perto a situação relatada.

“FUI ELEITO PARA FISCALIZAR”

O vereador reforçou que considera a fiscalização uma de suas principais atribuições como representante da população.

Para Truma, eventuais ameaças não irão impedir que continue levando ao conhecimento público as reclamações e reivindicações das comunidades.

Ele também afirmou que os problemas encontrados poderão ser apresentados na Tribuna da Câmara Municipal, para que os questionamentos da população sejam formalmente discutidos no Legislativo.

O caso envolvendo as supostas ameaças agora está formalizado por meio do Boletim de Ocorrência registrado pelo vereador. As acusações apresentadas pelo parlamentar deverão ser apuradas pelas autoridades competentes, que poderão esclarecer a autoria, a motivação e a eventual responsabilidade pelos fatos denunciados.

Enquanto isso, Truma Oliveira afirma que seguirá no mesmo caminho: fiscalizando, ouvindo os moradores e cobrando respostas do poder público.

“O povo pode contar comigo. Quem tiver uma denúncia ou uma reclamação pode me procurar. Eu vou até o local, vou ouvir a comunidade e, sendo constatado o problema, vou levar o caso ao conhecimento de todos e também à Tribuna da Câmara Municipal”, afirmou o vereador.

MP abre investigação sobre crimes de trânsito envolvendo os municípios de São Mateus e Alto Alegre do Maranhão

 

O Ministério Público do Maranhão mantém em andamento uma investigação que envolve os municípios de São Mateus do Maranhão e Alto Alegre do Maranhão e tem como objeto a apuração de possíveis irregularidades relacionadas a crimes de trânsito.



O procedimento está registrado na 1ª Promotoria de Justiça de São Mateus do Maranhão, sob responsabilidade do promotor Thiago Lima Aguiar. O registro foi realizado em 2 de fevereiro de 2026.

De acordo com os dados, a Defensoria Pública de São Mateus do Maranhão aparece como requerente, enquanto os municípios de Alto Alegre do Maranhão e São Mateus do Maranhão figuram como requeridos.

Investigação segue aberta

O histórico do procedimento mostra que a apuração não foi simplesmente arquivada. Pelo contrário: em 28 de agosto de 2026, houve novos atos internos, incluindo autuação, distribuição e encaminhamento para cumprimento de diligências.

Na mesma data, foi aberto novo prazo para acompanhamento do procedimento, com vigência prevista até 28 de agosto de 2027.

Os registros indicam ainda que diligências determinadas anteriormente estavam sendo cumpridas, inclusive com movimentações registradas nos dias 27 e 28 de agosto.

O que está sendo investigado?

A classificação do procedimento aparece na área Criminal, embora a classe registrada seja Inquérito Civil. O assunto está relacionado a Crimes de Trânsito, dentro da legislação penal extravagante.

Os dados disponibilizados, entretanto, não detalham quais fatos concretos deram origem à investigação, quais veículos ou agentes públicos estariam envolvidos, nem apontam eventual responsabilidade individual.

Por isso, neste momento, não é possível afirmar que os municípios ou seus agentes tenham cometido qualquer crime. O que existe, oficialmente, é um procedimento investigatório do Ministério Público destinado à apuração dos fatos.

Diligências podem esclarecer o caso

A movimentação mais recente demonstra que o caso continua sob análise do Ministério Público. O cumprimento das diligências poderá esclarecer a origem dos fatos, eventuais responsabilidades e se houve ou não irregularidades que justifiquem novas medidas.

O procedimento teve prazo inicial prorrogado durante o ano e, posteriormente, foi autuado com novo período de acompanhamento, permanecendo aberto.

A investigação está sob responsabilidade da 1ª Promotoria de Justiça de São Mateus do Maranhão, que deverá analisar os elementos reunidos antes de decidir pelos próximos encaminhamentos.

 Trata-se de uma apuração oficial, ainda em andamento, e os envolvidos têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

Amstel aposta no Nordeste e estreia cerveja Ultra de 600 ml no Maranhão e Piauí

 A Amstel vem ampliando suas operações no Nordeste e agora mira consumidores do Maranhão e Piauí com o início das vendas de garrafas de 600 ml da sua versão Ultra, uma cerveja puro malte, sem glúten e com menos calorias. Os dois estados nordestinos serão os primeiros do país a comercializar a cerveja neste formato.



O Grupo Heineken, detentor da marca Amstel no Brasil, escolheu o Nordeste, mais especificamente os estados do Maranhão e Piauí, para a expansão da marca. A região é considerada prioritária no país e reflete também o consumo local e a preferência por embalagens maiores para compartilhar em ocasiões sociais. 

“Somos a primeira marca do segmento Ultra a apostar nesse formato, tradicionalmente escolhido em ocasiões de socialização, porque acreditamos que ele pode fortalecer o sentimento de pertencimento entre as pessoas sem que precisem abrir mão de hábitos mais equilibrados”, afirma Thomas Lund, Gerente de Marketing de Amstel Ultra no Brasil.

A cerveja Amstel já é produzida no Nordeste, tanto na fábrica de Caxias, no Maranhão, quanto na de Igarassu, em Pernambuco, que juntas abastecem as regiões Norte e Nordeste do país. Para atender à nova frente de crescimento, a versão de 600 ml da Amstel Ultra será produzida exclusivamente na unidade de Caxias, reflexo direto da expansão do produto, que originalmente era distribuído apenas nas regiões Sul e Sudeste do país.

De início, a Heineken confirma a versão Ultra de 600 ml apenas para os dois estados, mas avalia como um marco a produção de um produto exclusivo em uma fábrica nordestina.

“Colocar a Amstel Ultra 600ml para rodar na cervejaria de Caxias é um marco para a nossa operação no Maranhão, unindo tecnologia, know-how produtivo e a capacidade de entregar um produto exclusivo”, afirma José Ivan, diretor da cervejaria de Caxias e Benevides.

Mercado de cervejas com menos calorias cresce no Nordeste

A chegada da cerveja Amstel Ultra ao mercado nordestino reflete um movimento já realizado por outras marcas, que apostam no consumo da cerveja com menos calorias, zero glúten e até mesmo adição de proteínas.

A Heinken também antecipou para o último trimestre deste ano a chegada no Nordeste de sua versão Ultimate, que possui 97 calorias por garrafa e 3,5% de teor alcoólico, teve o Brasil como primeiro mercado global e começou a ser distribuída em maio nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O grupo também ampliou em junho a distribuição da Sol Zero sem álcool e sem glúten, que passou a ser distribuída em todo o território nordestino, depois de operar apenas em Recife, Fortaleza e Salvador desde novembro de 2025. A Praya, marca carioca incorporada à Heineken Spin, projeta crescimento de 57% em 2026 com foco de expansão em oito estados: Maranhão, Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Piauí, Ceará e Pernambuco.

Ambev e Petrópolis apostam no segmento Wellness com cervejas

Depois de lançar a Skol Zero Zero, Michelob Ultra e a Stella Artois Pure Gold, a Ambev vai iniciar neste mês as vendas da Spaten Pro primeira cerveja com proteína do portfólio global da AB InBev. O rótulo é zero álcool, estilo Munich Dunkel, com 10 gramas de proteína por lata de 350 ml, compostas por 75% de whey protein hidrolisado e 25% de colágeno hidrolisado, e menos de 100 calorias.

Já a cervejaria Petropolis anunciou em maio a Petra Ultra, uma cerveja puro malte, sem glúten, com 4% de teor alcoólico e 67 kcal na lata de 269 ml. O segmento de cervejas low carb cresceu 168% em volume desde 2022, segundo dados do próprio grupo. A Itaipava Zero Álcool, com 0,0% de teor alcoólico e 60 kcal por lata, complementa o portfólio.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Justiça obriga Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão a construir matadouro e prevê multa pessoal à prefeita

A Justiça determinou que o Município de Alto Alegre do Maranhão inicie as obras necessárias para a construção de um matadouro municipal, após reconhecer que a falta de uma estrutura adequada para o abate de animais representa risco à saúde e à segurança alimentar da população.



A decisão foi proferida pelo juiz Aurimar de Andrade Arrais Sobrinho, titular da 1ª Vara da Comarca de São Mateus do Maranhão, nos autos da Ação Civil Pública nº 0801514-71.2021.8.10.0128, movida pelo Ministério Público do Estado do Maranhão contra o município e a então prefeita Nilsilene Santana Ribeiro Almeida.



Abate sem estrutura adequada preocupa Justiça

Na sentença, o magistrado destacou que a ausência de um local apropriado para o abate, com fiscalização e cumprimento das normas sanitárias, pode expor a população ao consumo de carne contaminada ou imprópria para consumo.



Para a Justiça, a situação não representa apenas um problema administrativo ou de infraestrutura. O caso envolve diretamente direitos fundamentais, especialmente saúde pública, segurança alimentar e dignidade da população.

Prefeita


A sentença ressalta que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, conforme estabelece a Constituição Federal.

Prefeitura alegou falta de recursos

Durante o processo, o Município argumentou, entre outros pontos, que haveria limitações orçamentárias e que uma determinação judicial para construção do equipamento poderia representar interferência do Judiciário nas atribuições do Poder Executivo.

O argumento, porém, não foi acolhido.

Segundo a sentença, a chamada “reserva do possível” não pode ser utilizada para justificar o descumprimento de obrigações constitucionais mínimas quando estão em jogo direitos fundamentais e riscos à saúde da população.

Outro ponto considerado pelo juiz foi o fato de o próprio município já ter apresentado, antes do ajuizamento da ação, terreno e projeto técnico destinados à obra, indicando a existência de condições para sua execução.

Município terá um ano para iniciar a obra

Ao julgar o pedido do Ministério Público procedente, a Justiça determinou que a Prefeitura inicie as obras necessárias para a construção do matadouro municipal no prazo de um ano, contado a partir da intimação da sentença.

A estrutura deverá contar com prévia inspeção da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED/MA) e da Vigilância Sanitária, além de atender às normas técnicas e sanitárias aplicáveis.

O prazo de um ano já havia sido estabelecido anteriormente após decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão que modulou o prazo inicialmente determinado.

 Multa poderá atingir patrimônio pessoal da prefeita

Um dos pontos de maior impacto da decisão está na penalidade prevista para o caso de descumprimento.

A sentença estabelece multa diária de R$ 1 mil, incidente sobre o patrimônio pessoal da prefeita Nilsilene Santana Ribeiro Almeida, caso a determinação judicial não seja cumprida.

A decisão confirma, assim, a tutela de urgência anteriormente concedida no processo e estabelece uma obrigação concreta para o município.

Ministério Público levou caso à Justiça

A ação foi proposta pelo Ministério Público após tentativas de solução extrajudicial consideradas frustradas. O procedimento administrativo que acompanhou a ação reuniu documentos relacionados à situação e à proposta apresentada pelo município para a construção da estrutura.

As partes posteriormente informaram que não tinham outras provas a produzir e concordaram com o julgamento antecipado do processo.

Na sentença, o juiz concluiu que a documentação existente era suficiente para demonstrar a necessidade da intervenção judicial.

Decisão coloca saúde pública no centro do debate

O entendimento da Justiça deixa claro que a construção do matadouro não foi tratada como uma obra pública comum. Para o Judiciário, a existência de condições inadequadas de abate e a ausência de fiscalização podem atingir diretamente a saúde da população.

Com a sentença, a Prefeitura de Alto Alegre do Maranhão passa a ter uma obrigação judicial expressa para iniciar a construção do equipamento, dentro do prazo estabelecido, sob pena de consequências financeiras que podem alcançar pessoalmente a chefe do Executivo municipal.

A sentença foi assinada em 17 de dezembro de 2025, pelo juiz Aurimar de Andrade Arrais Sobrinho, da 1ª Vara da Comarca de São Mateus do Maranhão.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Pesquisa divulgada neste domingo (06) mostra Eduardo Braide com vinte pontos à frente de Orleans Brandão

 A pesquisa Café Quente/IPPI, divulgada após ter passado por questionamento técnico relacionado ao preenchimento do campo de identificação da fonte pagadora, foi autorizada para divulgação na noite deste domingo (6). O levantamento apresenta um cenário de vantagem expressiva de Eduardo Braide (PSD) na disputa pelo Governo do Maranhão.



Segundo os números, no cenário estimulado de primeiro turno, Braide aparece com 44,8% das intenções de voto, contra 24,5% de Orleans Brandão (MDB). A diferença entre os dois principais nomes chega a 20,3 pontos percentuais.

Na sequência aparecem:

  • Felipe Camarão (PT): 7,8%
  • Roberto Rocha (PRTB): 3,4%
  • André Luís (Missão): 1,5%

Braide ultrapassa 50% dos votos válidos

Quando são considerados apenas os votos válidos, excluindo-se brancos, nulos e indecisos, a vantagem de Braide aumenta proporcionalmente.

  • Eduardo Braide (PSD): 53,7%
  • Orleans Brandão (MDB): 29,4%
  • Felipe Camarão (PT): 9,4%
  • Roberto Rocha (PRTB): 4,1%
  • André Luís (Missão): 1,8%
  • Outros: 1,6%

Nesse recorte, Braide aparece acima da marca de 50% dos votos válidos, resultado que, caso fosse confirmado pelas urnas, representaria possibilidade de vitória ainda no primeiro turno.

É importante, porém, destacar que pesquisa eleitoral retrata o momento da coleta e não constitui previsão do resultado da eleição.

Ficha técnica

A pesquisa ouviu 1.500 eleitores em 80 municípios maranhenses, entre 29 de agosto e 2 de setembro de 2026.

  • Margem de erro: 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos;
  • Nível de confiança: 95%;
  • Registro eleitoral informado: MA-08868/2026.

O levantamento ganha peso no cenário eleitoral justamente por apresentar uma fotografia de uma disputa em que Eduardo Braide aparece com vantagem superior a 20 pontos sobre Orleans Brandão no cenário estimulado.

Aprofunde os números da pesquisa

sábado, 5 de setembro de 2026

TCE-MA reprova contas de três municípios e determina devolução de mais de R$ 560 mil por ex-prefeito

 O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) reprovou as contas de governo de três municípios maranhenses durante a 24ª Sessão Ordinária do Pleno, realizada na quarta-feira (2). As decisões apontam uma série de problemas na administração pública, incluindo desequilíbrio financeiro, falhas contábeis, gastos com pessoal, ausência de recursos para cobrir compromissos assumidos e irregularidades na aplicação e fiscalização de recursos públicos.



Entre os municípios que tiveram as contas de governo desaprovadas estão Governador Nunes Freire, Timon e Rosário, todos referentes ao exercício financeiro de 2024.

Em Governador Nunes Freire, as contas sob responsabilidade de Josimar Alves de Oliveira foram reprovadas. Entre as irregularidades apontadas estão o aumento das despesas com pessoal nos últimos meses do mandato, problemas nos registros contábeis e compromissos deixados sem disponibilidade financeira suficiente para pagamento.

Em Timon, as contas de 2024, de responsabilidade da ex-prefeita Dinair Sebastiana Veloso da Silva, também foram desaprovadas. O processo identificou problemas relacionados à situação financeira do município e à insuficiência de recursos para fazer frente às obrigações assumidas pela administração.

Já em Rosário, as contas do exercício de 2024, sob responsabilidade de José Nilton Ribeiro Pinheiro Calvet, foram igualmente reprovadas. De acordo com o julgamento, as irregularidades apontadas permaneceram mesmo após a apresentação da defesa.

Aprovações e ressalvas

Nem todos os municípios analisados tiveram as contas rejeitadas. O Tribunal aprovou as contas de Cândido Mendes, referentes ao exercício de 2024, de responsabilidade de José Bonifácio Rocha de Jesus.

Outros oito municípios receberam aprovação com ressalvas: São João do Soter, Vila Nova dos Martírios, Passagem Franca, Raposa, Benedito Leite, Itapecuru Mirim, Barreirinhas e Serrano do Maranhão.

Os processos de São Pedro da Água Branca, Sítio Novo e Bela Vista do Maranhão não tiveram decisão definitiva na sessão. Em São Pedro da Água Branca, houve pedido de vista do Ministério Público de Contas.

Ex-prefeito terá que devolver mais de R$ 560 mil

Um dos casos de maior impacto financeiro envolve o município de Dom Pedro.

As contas de gestão referentes ao exercício de 2019 foram julgadas irregulares, e o ex-prefeito Alexandre Carvalho Costa foi condenado a devolver R$ 560.720,00 aos cofres públicos.

Segundo o processo, parte das despesas não apresentou comprovação considerada adequada pelo Tribunal. Além da determinação de ressarcimento, também foram aplicadas multas.

Em outro julgamento, envolvendo Centro do Guilherme, o TCE-MA determinou a devolução de recursos e aplicou multas a responsáveis por irregularidades relacionadas à utilização de verbas provenientes de convênios.

Fundeb entra no radar do Tribunal

Os recursos destinados à educação também foram alvo de fiscalizações.

Em São José de Ribamar, uma auditoria identificou problemas em escolas comunitárias que recebem recursos do Fundeb. Entre os pontos levantados estão falhas na estrutura física das unidades, cobrança de taxas dos alunos e falta de transparência em relação aos valores repassados.

Diante das constatações, o Tribunal determinou que o município adote medidas corretivas e aperfeiçoe o acompanhamento dessas unidades.

Em Montes Altos, o prefeito Domingos Pinheiro Cirqueira e a secretária municipal de Educação, Raimunda Marilene Cruz da Silva, foram multados em R$ 5 mil cada por falhas relacionadas aos recursos do Fundeb.

Já uma fiscalização realizada em São Pedro da Água Branca foi convertida em tomada de contas especial, mecanismo utilizado para aprofundar a apuração sobre possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos.

Licitações e transparência também são alvo de punições

O TCE-MA também julgou processos envolvendo licitações, contratos e transparência.

Em Lago da Pedra, o Tribunal considerou irregular a exclusão de uma empresa de um processo licitatório destinado à recuperação de estradas vicinais. A prefeita Maura Jorge Alves de Melo Ribeiro e outras duas responsáveis receberam multas de R$ 2 mil cada.

Em Cândido Mendes, o prefeito José Bonifácio Rocha de Jesus foi multado em R$ 2 mil por falhas na divulgação de documentos relacionados a uma licitação.

Já em Milagres do Maranhão, o prefeito José Augusto Cardoso Caldas recebeu multa de R$ 5 mil devido à ausência de informações no Portal da Transparência.

Também foram analisados processos relacionados a licitações e contratos em Anapurus, Chapadinha, Pindaré-Mirim e Paço do Lumiar, além de questões envolvendo consórcio intermunicipal.

Gestores são multados por atraso em informações fiscais

O envio irregular ou atrasado de informações fiscais também resultou em punições.

Entre os municípios envolvidos estão Tutóia, Tasso Fragoso, Cidelândia, São Raimundo das Mangabeiras e Axixá.

Em Caxias, um processo acabou arquivado porque o mesmo atraso já havia sido analisado anteriormente pelo Tribunal e já havia resultado em punição.

TCE rejeita representação contra presidente da Emap

Outro julgamento de destaque envolveu uma representação apresentada pelo deputado estadual Rodrigo Lago (PSB) contra a nomeação de Orquelina Maria Costa Silva para a presidência da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap).

A representação questionava possível conflito de interesses relacionado a contrato anteriormente mantido pela estatal com uma empresa pertencente ao marido da gestora.

O TCE-MA, porém, julgou a representação improcedente. Segundo o entendimento adotado, a restrição prevista na Lei das Estatais possui caráter pessoal e não poderia ser automaticamente estendida ao cônjuge. O Tribunal também considerou que o contrato havia sido encerrado antes da posse de Orquelina.

Mais decisões

A sessão ainda analisou processos envolvendo diversos municípios maranhenses.

Em Araioses, ex-prefeito e prefeita receberam multas relacionadas a problemas no pagamento de salários. Em Gonçalves Dias, uma multa anteriormente fixada em R$ 10 mil foi reduzida para R$ 5 mil.

Em Loreto, o Tribunal manteve multas e determinou a realização de auditoria em contratos públicos.

O Pleno também arquivou processos envolvendo municípios como Santa Helena, Santo Antônio dos Lopes, Governador Eugênio Barros, São Bernardo do Maranhão e Matões, entre outros. Em alguns casos, o arquivamento ocorreu porque não foram confirmadas irregularidades; em outros, houve perda do objeto ou prescrição do prazo para aplicação de punições.

Fiscalização sobre dinheiro público

As decisões da 24ª Sessão Ordinária mostram a amplitude da fiscalização exercida pelo TCE-MA sobre as administrações municipais. Os processos analisados envolveram desde contas de governo e gestão até Fundeb, licitações, contratos, transparência, despesas com pessoal e equilíbrio financeiro.

Nos casos de reprovação das contas, porém, é importante destacar que a decisão do Tribunal de Contas integra o processo de controle externo e deve ser analisada conforme os procedimentos legais aplicáveis a cada gestor.

POVOADO ENVIRA: QUASE R$ 1,13 MILHÃO PAGOS E ESCOLA AINDA NÃO FOI ENTREGUE E OBRA GERA COBRANÇA EM CONCEIÇÃO DO LAGO-AÇU/MA

Uma obra destinada à construção de uma escola com seis salas de aula no povoado Envira, em Conceição do Lago-Açu, no Maranhão, tornou-se motivo de questionamentos, cobrança e indignação por parte de moradores da comunidade.



Um vídeo encaminhado à reportagem mostra dois vereadores e um grupo de pessoas reunido, durante a noite, em frente ao local onde está instalada uma placa da Prefeitura anunciando a execução da obra. No material, moradores aparecem acompanhando a situação e discutindo questões relacionadas ao empreendimento.




A placa instalada no local informa que se trata da “Construção de 02 unidades Escolares cada uma com 06 salas de Aula, nos povoados Envira e Terra Areia, no município de Conceição do Lago Açu/MA - em conformidade com contrato n° 10072025-0001/2025”. O blog Valdemir Oliveira buscou e apurou documento que também identifica a empresa responsável pela execução como J. Jackson Pereira Leite – ME, de Bacabal, do senhor José Jackson Pereira Leite, que foi contratada pelo valor global de R$ 1.650.484,60, além de apresentar informações referentes ao contrato e mostrar que o prazo de entrega da obra venceu .




As imagens mostram uma estrutura ainda em processo de construção, com paredes de alvenaria aparentes. A mobilização registrada no vídeo evidencia a preocupação da comunidade com o andamento e a efetiva conclusão do equipamento público.



A escola seria considerada uma obra de relevância para os moradores do povoado, especialmente por representar a possibilidade de melhoria da estrutura educacional oferecida às crianças e aos estudantes da região.

O caso levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos pela administração municipal, o inicio vigência foi dia 10 de julho de 2025 e o prazo previsto para entrega seria para dia 10 de julho de 2026, e Já foram pagos em durante esse período à empresa R$ 1.134.671,08.

Documentos oficiais, como contrato, empenhos, liquidações, pagamentos e eventuais medições realizadas pela Prefeitura mostram que a prefeitura já pagou quase o valor todo da obra que ate o momento não foi entre as escolas. 

A comunidade aguarda respostas. A população tem o direito de saber quando o novo prédio estará efetivamente disponível para atender aos estudantes do povoado Envira.