quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Juiza nega pedido do Bradesco e mantém suspensão de emissão de guias de ITBI em Bela Vista do Maranhão

 A Justiça do Maranhão negou o pedido de tutela de urgência apresentado pelo Banco Bradesco S.A. contra o Município de Bela Vista do Maranhão, em processo que envolve quatro imóveis utilizados como garantia em operações de financiamento imobiliário.



A decisão foi proferida pela juíza Ivna Cristina de Melo Freire, titular da 1ª Vara de Santa Inês, no âmbito do Mandado de Segurança Cível nº 0803857-86.2026.8.10.0056.

O Bradesco alegou ser credor fiduciário dos imóveis e afirmou que, diante da inadimplência dos devedores, havia iniciado procedimentos para a consolidação da propriedade. Segundo o banco, entretanto, a Procuradoria-Geral do Município teria impedido a emissão das respectivas guias de ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis).

Município suspendeu emissão das guias

De acordo com os autos, a suspensão administrativa estaria relacionada à existência de uma sindicância destinada a apurar possíveis irregularidades envolvendo imóveis do município.

A investigação administrativa, conforme descrito na decisão, envolve especialmente a cadeia de atos administrativos, registrais e negociais relacionados a processos de regularização fundiária, financiamentos imobiliários, consolidação de propriedade e posteriores leilões extrajudiciais.

O banco sustentou que a recusa na emissão das guias seria ilegal, argumentando que o procedimento para disponibilização do documento tributário teria natureza vinculada e que a Administração não poderia impedir sua emissão com base em uma investigação sobre a cadeia dominial dos imóveis.

Juíza vê dúvida sobre a propriedade dos imóveis

Ao analisar o pedido, porém, a magistrada entendeu que, neste momento processual, não estavam presentes os requisitos necessários para conceder a tutela de urgência.

Um dos principais fundamentos foi justamente a existência de dúvidas sobre a legalidade do processo de regularização fundiária que teria dado origem à cadeia dominial dos imóveis.

Na avaliação da juíza, enquanto houver dúvida relevante sobre quem é efetivamente o proprietário dos bens, também permanece a incerteza sobre a ocorrência — ou mesmo a iminência — do fato gerador do ITBI.

A decisão destaca que somente o real proprietário pode promover a transferência da propriedade, razão pela qual a magistrada não identificou, em análise preliminar, o chamado fumus boni iuris — requisito relacionado à plausibilidade do direito alegado pelo banco.

Justiça também não identificou risco de dano imediato

Outro argumento apresentado pelo Bradesco foi o de que a manutenção da suspensão poderia prolongar a inadimplência, aumentar a incerteza sobre os imóveis e provocar desvalorização das garantias.

A magistrada, entretanto, não reconheceu a existência do chamado periculum in mora (risco de dano decorrente da demora da decisão judicial).

Na decisão, foi considerado que não havia notícia de desvalorização dos imóveis e que, ao contrário, os preços dos bens imobiliários continuariam em trajetória de valorização. Dessa forma, segundo a análise judicial, a própria garantia do banco estaria, em princípio, sendo valorizada.

Pedido de urgência foi negado

Diante desses fundamentos, a juíza indeferiu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Bradesco.

Com a decisão, o Município de Bela Vista do Maranhão foi notificado para prestar informações no prazo de 10 dias. O órgão de representação judicial do município também deverá ser cientificado para, se desejar, ingressar formalmente no processo.

Na sequência, o Ministério Público Estadual deverá ser intimado para apresentar manifestação no prazo de 10 dias. Depois dessa etapa, os autos deverão retornar para a magistrada para análise e posterior sentença.

A decisão foi assinada em 1º de julho de 2026, em Santa Inês (MA).

Caso ainda terá julgamento definitivo

A negativa da tutela de urgência não representa, por si só, uma decisão definitiva sobre o mérito do mandado de segurança.

O processo continuará tramitando, com a apresentação das informações pelo município e a manifestação do Ministério Público, antes da sentença que deverá analisar de forma definitiva os pedidos formulados pelo banco.

O caso chama atenção porque envolve não apenas a cobrança e emissão de tributos municipais, mas também questionamentos administrativos sobre a origem e regularidade da cadeia dominial de imóveis submetidos a processos de financiamento, consolidação de propriedade e eventual alienação extrajudicial.

Operação Contramão mira grupo suspeito de fraudar pagamentos de IPVA via Pix e cumpre mandados no Maranhão

 Uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes digitais envolvendo o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) foi alvo, nesta quinta-feira (3), da Operação Contramão, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e das forças de segurança do Estado.



No Maranhão, foram cumpridos mandados nas cidades de São Luís e Imperatriz. A operação também alcançou municípios de Goiás e São Paulo, em uma ofensiva contra um esquema que, segundo as investigações, utilizava páginas falsas na internet para enganar contribuintes durante o pagamento do IPVA.

Golpe utilizava sites falsos e pagamentos via Pix

De acordo com as investigações, os criminosos criavam sites fraudulentos visualmente semelhantes aos canais oficiais do governo de Minas Gerais. As páginas induziam os contribuintes a realizar o pagamento do imposto por meio de Pix.

Após os pagamentos, os valores seriam encaminhados para empresas de fachada e posteriormente distribuídos entre diversas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas.

O Maranhão teria sido utilizado como uma das rotas para o fracionamento e a lavagem do dinheiro obtido com os golpes. Além do Estado, foram identificadas movimentações financeiras relacionadas à organização em Goiás, São Paulo e no Distrito Federal.

Mais de R$ 1,7 milhão em prejuízos

Até o momento, as autoridades identificaram 2.435 vítimas, com prejuízo estimado em R$ 1.746.312,44.

As investigações indicam ainda que o esquema pode estar em funcionamento desde 2024, sendo reativado ou repetido durante os períodos de vencimento do IPVA.

Prisões e apreensões

Por determinação da Vara das Garantias da Comarca de Belo Horizonte, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão.

A ação resultou, até o momento, na prisão de 10 investigados. Durante as buscas, foram apreendidos celulares, notebooks, cartões bancários, drogas e um simulacro de arma de fogo.

O material recolhido deverá passar por perícia para auxiliar no avanço das investigações. As forças de segurança continuam procurando os investigados que permanecem foragidos.

O processo tramita sob segredo de Justiça.

Atuação do Maranhão

No Estado, a operação contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI) do MPMA, além das polícias Civil e Militar.

A operação representa mais uma ofensiva contra organizações especializadas em golpes digitais e na utilização de mecanismos financeiros para ocultar e distribuir recursos provenientes de crimes.

Alexandre Lavepel anuncia “Time do Progresso” e declara apoio a candidatos para as eleições de 2026

O líder político Alexandre Lavepel anunciou oficialmente seu posicionamento para as eleições de 2026 e apresentou o que chamou de “Time do Progresso de Lago Açu”. A composição reúne nomes que disputarão cargos de deputado estadual, deputado federal, governador e senador.

Alexandre Lavepel anuncia “Time do Progresso” e declara apoio a candidatos para as eleições de 2026







“O Maranhão não pode parar. Nossa cidade, que tanto amo, precisa continuar no caminho do crescimento. E progresso se faz com trabalho, com compromisso e, principalmente, escolhendo as pessoas certas para nos representar.”

Segundo Alexandre Lavepel, a decisão foi tomada depois de uma série de conversas com moradores, famílias da sede e comunidades da zona rural. O líder político afirma ter escolhido caminhar ao lado de um grupo que, em sua avaliação, possui experiência e serviços prestados.

Apoios para 2026

Para a Assembleia Legislativa do Maranhão, Lavepel declarou apoio a Marcos Miranda Jr., apresentado como uma opção ligada à juventude e à região.

Marcos Miranda Jr. — Deputado Estadual | 40123

Na avaliação de Lavepel, o candidato representa uma nova geração política e poderá atuar diretamente em defesa dos interesses de Conceição do Lago Açu e dos municípios da região.

Na disputa pela Câmara Federal, o líder anunciou apoio a Othelino Neto.

Othelino — Deputado Federal | 4040

A justificativa apresentada é a experiência política e a atuação do candidato em defesa dos interesses do Maranhão em Brasília. Para Lavepel, a eleição de Othelino poderá garantir uma voz mais forte para Lago Açu no cenário federal.

Para o Governo do Maranhão, Alexandre Lavepel declarou apoio a Eduardo Braide.

Eduardo Braide — Governador | 55

Ao justificar sua escolha, Lavepel destacou a experiência administrativa de Braide e afirmou acreditar que o atual gestor possui capacidade para conduzir o estado e promover avanços em diferentes áreas.

Para o Senado Federal, o apoio anunciado foi para Lahesio Bonfim.

Lahesio Bonfim — Senador | 300

Lavepel apresentou Lahesio como um nome associado à renovação política e à defesa dos municípios do interior do Maranhão, destacando o que considera ser uma postura de independência e compromisso com a população.

Outro nome apoiado pelo líder político é Fufuca, candidato a deputado federal.

Fufuca — Deputado Federal | 111

Segundo Lavepel, Fufuca reúne experiência política e compromisso com áreas consideradas estratégicas para os municípios maranhenses, especialmente saúde e desenvolvimento.

“Time do Progresso”

Ao anunciar os apoios, Alexandre Lavepel reforçou que a escolha não representa apenas uma composição eleitoral, mas, segundo ele, a formação de um grupo político com o objetivo de buscar investimentos e melhorias para Conceição do Lago Açu.

“Meus amigos e amigas, este não é apenas um grupo de candidatos. Este é o Time do Progresso de Lago Açu.”

Lavepel também pediu aos eleitores um voto de confiança no grupo escolhido e afirmou que pretende trabalhar para construir um Maranhão mais forte e uma Conceição do Lago Açu cada vez melhor.

A mensagem termina com a apresentação dos números dos candidatos apoiados:

4040 — Othelino Neto
40123 — Marcos Miranda Jr.
55 — Eduardo Braide
300 — Lahesio Bonfim
111 — Fufuca

Para Alexandre Lavepel, a eleição de 2026 será uma oportunidade para Conceição do Lago Açu fortalecer sua representação política e buscar novos caminhos para o desenvolvimento do município e do Maranhão.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Juiz dá prazo de 10 dias para Prefeitura de Olho d’Água das Cunhãs entregar documentos de contrato de R$ 3,1 milhões

 A Justiça determinou que a Prefeitura de Olho d’Água das Cunhãs, no Maranhão, forneça, no prazo de 10 dias úteis, uma série de documentos relacionados ao Pregão SRP nº 011/2025 e ao Contrato nº 097/2025, cujo valor envolvido é de R$ 3.109.341,43. A decisão foi proferida em um Mandado de Segurança Cível, processo nº 0800389-70.2026.8.10.0103, movido pelo deputado estadual Othelino Nova Alves Neto.



Segundo a decisão, o parlamentar havia solicitado à Prefeitura, por meio do Ofício nº 08/2026-GDON, encaminhado eletronicamente em 24 de março de 2026, informações detalhadas sobre o processo de contratação. Entre os documentos requisitados estão o processo licitatório completo, propostas, atas, pareceres técnicos, relatórios de execução contratual, notas fiscais e comprovantes de pagamento.

Othelino alegou que a administração municipal permaneceu sem apresentar resposta dentro do prazo previsto pela Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). Conforme a decisão, a legislação estabelece prazo de até 20 dias para resposta, situação que, segundo a Justiça, não foi observada no caso.

Contrato ultrapassa R$ 3 milhões

Na análise do pedido de liminar, a Justiça considerou que as informações solicitadas possuem natureza pública e interesse coletivo. A decisão destaca que, na condição de deputado estadual, Othelino exerce função fiscalizatória e que os documentos dizem respeito à aplicação de recursos públicos.

O valor de R$ 3.109.341,43 foi apontado como um dos fatores que reforçam a necessidade de fiscalização e transparência sobre a execução do contrato. A decisão também ressalta que, inicialmente, não foram identificadas hipóteses de sigilo que justificassem a negativa de acesso aos documentos.

Prefeitura terá que apresentar documentos

Na decisão, a juíza Nathália Canedo Rocha Laranja, titular da Vara Única da Comarca de Olho d’Água das Cunhãs, concedeu a liminar e determinou que o prefeito entregue, de forma integral e digitalizada, os documentos solicitados.

Entre os documentos que deverão ser apresentados estão:

  • processo completo do Pregão SRP nº 011/2025;
  • propostas, documentos de habilitação, atas de lances e pareceres;
  • Contrato nº 097/2025 e eventuais termos aditivos;
  • relatórios de execução, medições, notas fiscais e comprovantes de pagamento;
  • inventário de equipamentos e relação da equipe técnica e operacional da empresa contratada;
  • comunicações encaminhadas ao Ministério Público;
  • situação atualizada do contrato, incluindo percentual executado e saldo;
  • relatórios de fiscalização da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo.

Multa de R$ 1 mil por dia

A decisão estabeleceu ainda multa diária de R$ 1.000, limitada inicialmente a 30 dias, caso haja descumprimento injustificado da ordem judicial, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.

Além disso, o prefeito foi notificado para prestar informações no prazo de 10 dias. A representação judicial do Município também deverá ser cientificada e, posteriormente, o Ministério Público terá prazo de 10 dias para apresentar parecer.

A decisão foi assinada eletronicamente pela juíza Nathália Canedo Rocha Laranja, em Olho d’Água das Cunhãs.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Dr. Orlando Arouche/2200 mira Câmara Federal com discurso voltado à saúde e fortalecimento dos municípios do Maranhão

A disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 ganhou mais um nome com trajetória construída no interior do Maranhão. Orlando Mauro Sousa Arouche, conhecido politicamente como Dr. Orlando Arouche, de 48 anos, é médico, natural de São Luís e atualmente se apresenta como candidato a deputado federal pelo Partido Liberal (PL). Com os números 2200 e já com situação de registros deferidos.



Com formação superior em Medicina, Dr. Orlando Arouche acumulou experiência na administração pública ao comandar o município de Senador Alexandre Costa por dois mandatos. Durante o período à frente da Prefeitura, ganhou projeção política principalmente por ações relacionadas às áreas de saúde e infraestrutura.

A experiência no Executivo municipal passou a ser utilizada como base para um discurso político voltado ao fortalecimento dos municípios e à descentralização dos serviços públicos. Na corrida para a Câmara Federal, o pré-candidato afirma defender uma maior participação dos municípios na construção de políticas públicas capazes de atender a população diretamente nas regiões onde ela vive.

Saúde como principal bandeira

A saúde pública aparece como a principal bandeira defendida por Dr. Orlando Arouche. O pré-candidato tem concentrado parte de seu discurso na necessidade de ampliar e regionalizar o atendimento médico no Maranhão.

Em vídeo publicado nas redes sociais, gravado em frente à Central de Marcação de Consultas, em São Luís, Orlando voltou a chamar atenção para a realidade enfrentada por moradores do interior que precisam viajar longas distâncias em busca de consultas, exames e tratamentos especializados.

Segundo a proposta defendida pelo candidato, o fortalecimento da rede de saúde nos municípios e a ampliação dos serviços regionalizados poderiam diminuir a necessidade de deslocamento de pacientes para a capital.

Da prefeitura para a disputa federal

A passagem por dois mandatos no comando de Senador Alexandre Costa é um dos principais elementos da trajetória política de Dr. Orlando Arouche. A experiência como gestor municipal, segundo sua estratégia política, pretende ser apresentada como diferencial na busca por uma cadeira no Congresso Nacional.

O discurso combina a experiência de médico com a vivência administrativa de quem já esteve à frente de uma prefeitura. A intenção é transformar essa experiência em uma agenda voltada principalmente para a saúde pública, infraestrutura e fortalecimento das administrações municipais.

Perfil eleitoral

Nome completo: Orlando Mauro Sousa Arouche
Nome político: Dr. Orlando Arouche
Idade: 48 anos
Naturalidade: São Luís (MA)
Estado civil: Casado
Formação: Médico – Ensino Superior Completo
Cargo: Candidato a deputado federal
Partido: PL – Partido Liberal
Número informado: 2200
Situação do registro informada: Deferido

A candidatura de Dr. Orlando Arouche se insere em um cenário de disputa acirrada pelas vagas do Maranhão na Câmara Federal. Com uma trajetória marcada pela medicina e pela experiência como prefeito, o prcandidato aposta na saúde pública e na descentralização dos serviços como principais pilares para conquistar espaço no eleitorado maranhense.

PROFA DOUTORA LINDORACY SANTOS DEFENDE TRABALHOS EM CONGRESSO INTERSABERES,

 O Congresso aconteceu recentemente, capitaneado pela profª Me. Rosemary Soares Ribeiro, diretora do Campus UEMA – Bacabal e toda a equipe gestora, inclusive com a participação do Reitor Walter Canalles, o Vice-Reitor Paulo Catunda, Rozilma Bauer Assessora da Reitoria, os Pró-Reitores José Sampaio e Ilka Serra, e o querido Prof. Gustavo Pereira da Costa, ex-Reitor que também abrilhantou o evento. 



A profª Doutora Lindoracy Santos que defendeu sua tese de Doutorado em Inteligência Artificial com o tema “Reconfigurações Curricular na era da IA generativa”, também integrante da organização do evento submeteu seu trabalho em resumo expandido, intitulado Neurotecnologia e Design de Ambientes de Aprendizagem: A modulação da Carga Cognitiva via interfaces cérebro-computador (BCI) na educação básica, a pesquisadora mostrou que a articulação entre teoria da carga cognitiva, neurotecnologia e design permite compreender tanto possibilidades de personalização quanto os limites da aplicação cotidiana, e, não deixou de enfatizar que a proteção dos dados neurais devem ter protocolos éticos que preservem dignidade, privacidade e autonomia dos estudantes. 

A Prof.ª Drª Lindoracy Santos com sua autoridade Pedagógica, em suas palavras declarou: “A humanidade vive a inteligência artificial em tudo e em todos os aspectos, em relação a personalização mediada por dados neurais não deve retirar do professor a autoridade sobre as decisões didáticas e exige formação específica, para interpretação pedagógica desses indicadores!" As inovações em neurotecnologia irão revolucionar o processo de ensino aprendizagem, oferecendo novas maneiras de entender como o cérebro recebe, processa e armazena informações, as técnicas de monitoramento cerebral e as ferramentas de estímulo cognitivo surgem como excelentes soluções de personalização do ensino e eficiência da aprendizagem.

De maneira entusiasmada ela concluiu: “O congresso foi de um sucesso estrondoso com participação de palestrantes nacionais e internacionais que junto aos acadêmicos e todos os participantes concluíram que a educação que transforma não se acomoda, mantém-se buscando, estudando, atualizando e busca, fazer mais e melhor todos os dias.”

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

PM reformado do Maranhão acusado de matar o próprio sobrinho em Fortaleza é pronunciado e deve ir a júri popular

 O policial militar reformado do Maranhão Paulo Cezar Lemos Lucena, de 59 anos, foi pronunciado pela Justiça do Ceará e deverá ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte do próprio sobrinho, Leonardo dos Santos Lucena, de 41 anos.



A decisão foi proferida pela 5ª Vara do Júri de Fortaleza, que acolheu o pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE) e determinou que o acusado responda por homicídio duplamente qualificado.

Segundo a decisão, as qualificadoras reconhecidas são a de que o crime teria sido praticado à traição, por meio de emboscada, dissimulação ou outro recurso que dificultasse ou impossibilitasse a defesa da vítima, além do uso de arma de fogo de uso restrito.

Por outro lado, a Justiça afastou a qualificadora de motivo torpe.

Crime aconteceu em novembro de 2025

O homicídio ocorreu em 19 de novembro de 2025, no bairro Mondubim, em Fortaleza. De acordo com as investigações, Leonardo foi surpreendido quando deixava a própria residência e atingido por diversos disparos nas costas.

A investigação foi conduzida pela 9ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Ceará.

A principal linha investigativa apontou para uma possível desavença de natureza pessoal entre tio e sobrinho. Conforme a apuração policial, Leonardo mantinha um relacionamento com a ex-namorada do tio, situação que, segundo os investigadores, não era aceita pelo militar reformado.

Durante as investigações, a namorada da vítima e amigos do acusado prestaram depoimentos e teriam reconhecido Paulo Cezar como o homem apontado como responsável pelos disparos.

Fuga e prisão em Mato Grosso

Após o crime, o policial militar reformado deixou o Ceará. A localização dele foi descoberta posteriormente a partir de informações obtidas pelo trabalho de inteligência da Polícia Civil do Ceará.

Em abril de 2026, Paulo Cezar foi localizado e preso no município de Sorriso, em Mato Grosso, por equipes da Polícia Civil daquele Estado.

A prisão ocorreu meses depois do assassinato e marcou uma nova etapa do processo criminal.

Acusado será julgado por sete jurados

Com a decisão de pronúncia, o processo avança para a fase em que o acusado deverá ser levado ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

No julgamento, a decisão caberá a sete jurados, sorteados entre cidadãos, que irão analisar as provas e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa.

Apesar da pronúncia, Paulo Cezar ainda não foi condenado. A decisão apenas reconhece a existência de elementos suficientes para que ele seja submetido ao julgamento popular.

O processo tramita em segredo de Justiça e, até o momento, não há data definida para a realização do júri. A defesa do acusado não foi localizada para comentar a decisão.