Um problema raro que pode ser irreversível para alguns homens. O
priapismo — ereção prolongada e geralmente involuntária — se não tratado
com urgência provoca impotência permanente.
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| ENTENDA: Ereção prolongada é perigosa e pode provocar impotência permanente |
O priapismo ganhou destaque nos últimos dias com o caso de um músico britânico internado há duas semanas após ter feito uso de medicamentos para disfunção erétil.
Danny Polaris relatou nas redes socais ter tomado sildenafila (nome
comercial Viagra) e aplicado injeção de alprostadil no pênis, mesmo sem
ter impotência.
"O priapismo é uma ereção que dura além de três horas consecutivas, que
mesmo sem estímulo sexual continua", explica o urologista Paulo Egydio.
Com a ereção permanente, o sangue que fica pressurizado dentro do pênis
não se renova e, portanto, não há oxigenação nas células dessa parte do
corpo.
Jovens que utilizam medicamentos para impotência sem ter necessidade
estão sujeitos a complicações como a enfrentada pelo músico, observa o
médico urologista Giuliano Aita, coordenador da Área de Saúde Sexual da
Sociedade Brasileira de Urologia.
"Os jovens são mais suscetíveis [a apresentar priapismo] porque a gente
parte do pressuposto que eles têm uma função erétil normal. Quando você
aumenta a vasodilatação aumenta o risco de priapismo".
Egydio ressalta que "é cada vez mais frequente" casos de indivíduos que
dão entrada em pronto-socorro com priapismo após o uso de medicamentos.
"Principalmente quando se utiliza medicamentos em pessoas que têm
predisposição ao priapismo. Por exemplo, quem tem o sangue muito
viscoso, muito grosso, e pessoas que têm um tipo de anemia chamada de
falciforme.
A injeção é apontada pelos médicos como mais perigosa do que o
medicamento oral, já que este último depende de estímulo sexual. O
alprostadil é tido hoje como um tratamento de segunda linha, pois os
comprimidos acabam sendo a primeira opção.
A ereção prolongada e indesejada deve ser tratada logo nas primeiras horas.
"Como medidas conservadoras, a gente orienta o paciente a utilizar
gelo, até duas horas, mas a partir da terceira hora tem que buscar
atendimento médico", afirma Aita. No hospital, será feita uma drenagem,
procedimento simples, segundo ele.
Paulo Egydio alerta que a demora na busca de atendimento pode levar a uma impotência definitiva.
"Se você drenar [o sangue] entre três e seis horas [de ereção] pode ser
que não haja sequelas. Mas se esperar, 12 ou até 24 horas, como há
casos, as células já se deterioram e aí é preciso implantar uma
prótese."
No caso específico do músico britânico, ele contou ter esperado cerca
de 24 horas para ir ao médico e só procurou atendimento quando começou a
sentir fortes dores.
"Eu não sei se poderei alguma vez fazer sexo de novo", desabafou Polaris em um dos vídeos que tem gravado no hospital.
R7


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