sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Prefeita ''Canguru'' de Lago-Açu/MA tem feito tantas parcerias políticas que já lhe tem rendido milhões

Na política maranhense, alianças mudam, grupos se reorganizam e antigos adversários podem se transformar em aliados. Mas, quando uma liderança passa sucessivamente de um grupo político para outro, uma pergunta inevitavelmente chega às ruas: qual é o limite entre articulação política e falta de compromisso?



É justamente essa pergunta que começa a ser feita em relação à prefeita Cici, de Lago-Açu, diante das recentes movimentações políticas e aproximações com diferentes grupos e lideranças do Maranhão.

Nos bastidores da política local, a gestora vem sendo chamada, de forma crítica, de “prefeita canguru”, numa referência às sucessivas mudanças de grupo e de alianças. A expressão ganhou força entre adversários e críticos da administração, que questionam a quantidade de mudanças no posicionamento político da prefeita ao longo dos últimos anos.

Segundo relatos que circulam no meio político, a prefeita teria mantido aproximações sucessivas com diferentes lideranças. Entre os nomes citados estão, Leandro Belo R$ 1 milhão, romance com Maura Jorge, de Lago da Pedra; jura de amor, Iracema Vale R$ 3 milhões; Ana do Gás; e, posteriormente, o grupo ligado à deputada Marreca.

Críticos da prefeita afirmam que cada uma dessas aproximações teria sido acompanhada de investimentos, recursos ou benefícios políticos destinados ao município. regalias tipo, convênios, emendas, contratos e demais registros públicos para que seja possível dimensionar exatamente os valores de milhões envolvidos e a origem dos recursos.

Onde foram parar os recursos?

É justamente nesse ponto que surge outra pergunta levantada por moradores e opositores: onde estão os resultados concretos dos recursos que, segundo relatos políticos, teriam sido destinados ao município, ou exclussivamente a prefeita?

Entre os comentários que circulam em Lago-Açu, há também especulações sobre a aquisição de patrimônio particular pela prefeita, incluindo supostos imóveis na região da Península, em São Luís, além de propriedades rurais, fazendas.

O questionamento central, portanto, é outro: se houve efetivamente a destinação de milhões de reais para Lago-Açu por meio de emendas, convênios, acordos ou outras fontes públicas, quanto chegou ao município, em quais obras e serviços foi aplicado e quais foram os resultados entregues à população? Essa é uma questão legítima para qualquer administração pública e pode ser respondida pela gestora.

Agora, aproximação com o governo Brandão

Como parte desse novo movimento político, a prefeita também passou a integrar o grupo político ligado ao governador Carlos Brandão, ampliando novamente o leque de alianças. A aproximação ocorre em um momento em que o Governo do Maranhão vem recorrendo a operações de crédito de grande porte.

Em 2023, o Estado contratou uma operação de R$ 350 milhões junto ao BNDES, segundo informações divulgadas à época. Em 2024, o governo encaminhou à Assembleia Legislativa uma proposta para contratação de aproximadamente R$ 1,995 bilhão junto ao Banco do Brasil, com garantia da União.

Já em 2026, o Maranhão teve autorização para uma nova operação de crédito de R$ 1,3 bilhão junto ao Banco do Brasil, destinada, segundo as informações oficiais divulgadas sobre a operação, a obras de infraestrutura rodoviária. A operação chegou a ser suspensa por decisão liminar da Justiça em maio, mas posteriormente a suspensão foi derrubada pelo Tribunal de Justiça, permitindo o prosseguimento da contratação.

Os empréstimos têm provocado debates políticos no Maranhão, principalmente em relação ao aumento do endividamento estadual e à destinação dos recursos. Para a oposição essas operações tenham sido realizadas para “comprar prefeitos” ou financiar campanhas, como sustentam críticos do governo. 

A conta dos empréstimos

O debate sobre endividamento, entretanto, permanece. Operações de crédito representam recursos que deverão ser pagos pelo Estado conforme as condições estabelecidas nos contratos, o que torna importante acompanhar prazos, juros, garantias e a aplicação efetiva dos valores.

Também merece atenção a carga tributária estadual. A alíquota modal interna do ICMS no Maranhão foi elevada de 22% para 23%, por alteração legislativa aprovada em 2024, com efeitos posteriores. O próprio Governo do Maranhão registra essa mudança em documentos oficiais de planejamento.

Por isso, diante de tantas mudanças de alianças e de grandes operações financeiras realizadas pelo Estado, a população de Lago-Açu e os maranhenses têm uma pergunta que permanece em aberto:

As alianças políticas estão sendo construídas em torno de projetos e resultados para a população ou apenas de conveniências políticas de ocasião? No caso de Lago-Açu, a resposta poderá ser encontrada menos nos discursos políticos e mais nos números: quanto dinheiro entrou, de onde veio, onde foi aplicado e quais benefícios efetivamente chegaram à população.

Na política maranhense, alianças mudam, grupos se reorganizam e antigos adversários podem se transformar em aliados. Mas quando uma liderança passa sucessivamente de um grupo para outro, uma pergunta inevitavelmente chega às ruas: qual é o limite entre articulação política e falta de compromisso?

É justamente essa pergunta que começa a ser feita sobre uma prefeita maranhense que, segundo relatos e movimentações políticas que circulam nos bastidores, teria construído sua trajetória recente aproximando-se de diferentes grupos e lideranças. A chamada “prefeita canguru” de Lago-Açu parece ter desenvolvido uma habilidade especial na política: pular de um grupo para outro conforme os ventos políticos mudam.

A prefeita CICI, antes jurava fidelidade, já agora tem pulado igual cangurus na areia quente, e tem pulado mais bonito quanto assunto é quem paga mais.


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Maranhense sai de Bacabal ao topo da artilharia do Brasil em 2026

 O Maranhão voltou a ganhar destaque no cenário nacional do futebol. Natural de Bacabal, o atacante Mikael, do CRB, vive em 2026 a temporada mais goleadora de sua carreira. Aos 27 anos, o centroavante soma 26 gols no ano, segundo levantamento estatístico atualizado, e aparece entre os principais artilheiros do futebol brasileiro.



Na Série B do Campeonato Brasileiro, o desempenho também chama atenção. Mikael chegou a 16 gols em 26 partidas, ocupando a liderança da artilharia da competição no ranking atualizado após a 28ª rodada.

A grande fase fez o atacante entrar no radar de clubes de maior investimento. Durante a janela de transferências, o São Paulo apresentou uma proposta de empréstimo, mas o CRB recusou a oferta e decidiu manter o jogador em seu elenco. O Sport também demonstrou interesse no centroavante.

Uma história que começou em Bacabal

A trajetória de Mikael até o protagonismo nacional começou de maneira curiosa.

Mikael Filipe Viana de Sousa nasceu em Bacabal, no Maranhão, em 28 de maio de 1999. Em 2017, durante uma visita à família na cidade, soube que o Sport realizaria uma peneira no município.

Inicialmente, o jovem não demonstrava intenção de participar da avaliação. A informação de que haveria lanche para os participantes, no entanto, acabou ajudando a convencê-lo a fazer o teste.

O que parecia apenas uma oportunidade casual acabou mudando sua vida.

Mikael foi aprovado e chamou a atenção do observador João Maradona. Pouco tempo depois, deixou Bacabal rumo ao Recife para integrar as categorias de base do Sport.

Ascensão rápida no Sport

A evolução foi rápida. Mikael ganhou espaço no time Sub-20 e começou a se destacar justamente pelo principal atributo que hoje o coloca entre os goleadores do país: os gols.

Em 2017, ajudou o Sport a conquistar o Campeonato Pernambucano Sub-20 e passou a ser observado com maior atenção.

No ano seguinte, aos 18 anos, recebeu a oportunidade de estrear profissionalmente pelo Sport, em partida contra o Salgueiro pelo Campeonato Pernambucano.

A partir dali, começava uma trajetória que levaria o atacante para diferentes clubes e até para o futebol europeu.

Confiança foi importante para ganhar experiência

Em 2020, Mikael foi emprestado pelo Sport ao Confiança, de Sergipe.

A passagem pelo clube sergipano teve papel importante em sua formação profissional. Com mais minutos em campo, o atacante ganhou experiência e terminou o período com 18 partidas e sete gols, segundo registros estatísticos.

Depois do empréstimo, retornou ao Sport e passou a receber mais oportunidades no elenco principal.

2021: primeira grande temporada

O ano de 2021 marcou um dos primeiros grandes momentos da carreira de Mikael.

Vestindo a camisa do Sport, o atacante disputou 50 partidas e marcou 15 gols, alcançando até então a melhor marca de sua trajetória profissional.

O desempenho chamou atenção e abriu caminho para uma experiência internacional.

Da Série A brasileira para o futebol italiano

Depois de se destacar no Sport, Mikael foi para a Salernitana, da Itália.

O atacante chegou a disputar partidas pela Serie A italiana, mas não conseguiu repetir o mesmo rendimento apresentado no futebol brasileiro.

Em 2022, também teve uma passagem pelo Internacional. No clube gaúcho, porém, acabou tendo poucas oportunidades, com apenas uma partida registrada.

No ano seguinte, retornou ao Brasil para defender o América-MG, que anunciou oficialmente sua contratação em fevereiro de 2023.

A passagem pelo clube mineiro, entretanto, não teve a sequência esperada.

Um período difícil na carreira

Depois do América-MG, Mikael enfrentou um dos momentos mais complicados de sua trajetória.

O próprio jogador relatou, ao chegar ao CRB, que havia enfrentado quatro lesões musculares, situação que prejudicou sua sequência de jogos e dificultou a retomada da carreira.

Foi nesse cenário que apareceu a oportunidade de recomeçar no futebol brasileiro.

CRB virou ponto de virada

Mikael chegou ao CRB em 2025, depois de um longo período sem atuar regularmente.

A contratação foi estruturada em um modelo de produtividade, dando ao jogador a possibilidade de recuperar gradualmente sua condição física e voltar a ter sequência.

O primeiro ano no clube alagoano serviu para a retomada.

Mas foi em 2026 que o atacante explodiu.

Mikael terminou o Campeonato Alagoano como artilheiro, com seis gols, e levou a boa fase para a Série B.

Em maio, diante da Ponte Preta, marcou duas vezes na vitória do CRB por 4 a 2. Naquele momento, chegou a seis gols em nove rodadas da competição e assumiu a liderança da artilharia.

A sequência não parou.

26 gols e uma nova marca na carreira

A temporada 2026 se transformou na melhor da carreira de Mikael em número de gols.

Com 26 gols no ano, o maranhense superou a marca de 15 gols registrada pelo Sport em 2021.

Em maio, depois de marcar duas vezes contra a Ponte Preta, já havia alcançado 16 gols na temporada pelo CRB, superando sua antiga melhor marca.

Na Série B, chegou aos 16 gols, consolidando-se como uma das principais referências ofensivas da competição.

Mesmo sem balançar as redes na vitória do CRB por 2 a 1 sobre o Sport, na terça-feira (15), pela 28ª rodada, Mikael continuou sendo uma das principais peças ofensivas da equipe. Ele começou a partida como titular e deixou o campo aos 17 minutos do segundo tempo.

Os números de Mikael em 2026

  • 26 gols na temporada
  • 16 gols na Série B
  • 27 anos
  • Centroavante
  • Canhoto
  • Natural de Bacabal (MA)
  • Clube atual: CRB

Do interior do Maranhão ao protagonismo nacional

A história de Mikael chama atenção não apenas pelos números, mas pelo caminho percorrido.

Em 2017, o jovem de Bacabal quase não participou da peneira que acabaria mudando sua trajetória. A aprovação no teste levou o atacante ao Sport, abriu as portas do futebol profissional e, posteriormente, proporcionou experiências no futebol italiano e em grandes clubes brasileiros.

Depois de enfrentar lesões e um longo período de pouca sequência, Mikael encontrou no CRB a oportunidade de reconstruir sua carreira.

Agora, aos 27 anos, o atacante maranhense vive o melhor momento de sua trajetória.

De uma peneira realizada em Bacabal para a liderança da artilharia da Série B e o topo dos rankings de goleadores do futebol brasileiro.

A história de Mikael mostra que, no futebol, uma oportunidade aparentemente simples pode ser o primeiro passo para uma grande trajetória.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Homem é preso suspeito de envolvimento em esquema de estelionato na zona rural de Conceição do Lago-Açu


Um homem identificado como João Evangelista foi preso no povoado Olho d’Água do Lapela, na zona rural de Conceição do Lago-Açu do Maranhão.



De acordo com as informações publicadas, João Evangelista é suspeito de envolvimento em crimes de estelionato. A denúncia aponta que ele teria utilizado dados pessoais e nomes de pessoas idosas para realizar empréstimos em nome das supostas vítimas.

A prisão teria ocorrido após denúncias relacionadas ao caso. As circunstâncias da abordagem e os detalhes sobre os possíveis empréstimos ainda não foram informados na publicação.

O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes, que deverão apurar a origem dos dados utilizados, a existência de outras possíveis vítimas e a eventual participação de outras pessoas no esquema.

Importante: até o momento, as informações disponíveis tratam João Evangelista como suspeito, e as acusações ainda precisam ser apuradas pela investigação e pelo devido processo legal. A defesa do investigado, caso se manifeste, deverá ter seu posicionamento considerado na cobertura do caso.

LAGO VERDE/MA; Denuncia é feita ao MP por atraso de pagamentos a servidores.

O Ministério Público do Maranhão registrou uma Notícia de Fato para apurar possível atraso de pagamentos e eventual incidência de correção monetária em contratos administrativos do Município de Lago Verde (MA).



O procedimento foi registrado sob o número 007086-509/2026, em 22 de julho de 2026, na comarca de Bacabal. A manifestação que deu origem ao registro foi apresentada de forma anônima.

O caso está classificado na área de Defesa do Patrimônio Público e Probidade, tendo como assunto “Pagamento Atrasado / Correção Monetária”, relacionado a contratos administrativos e ao Direito Administrativo.

A denuncia tem como requerido o Município de Lago Verde/MA e está sob responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal, tendo como promotor responsável Lindemberg do Nascimento Malagueta Vieira.

De acordo as informações, o procedimento passou por movimentações internas em 20 de agosto de 2026, quando foi distribuído à promotoria e posteriormente autuado.

Também consta que foi aberto prazo para análise do caso, com início em 20 de agosto de 2026 e término previsto para 19 de setembro de 2026. Até o momento do registro consultado, o prazo aparece como aberto.

A denuncia deverá servir para que o Ministério Público analise as informações apresentadas e avalie a necessidade de adoção de outras providências.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

OAB Maranhão inaugura espaços para a advocacia na UPR Piratininga, em Bacabal

 A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhão (OAB/MA), por meio da Subseção de Bacabal, inaugurou, no dia 11 de setembro, três importantes espaços destinados ao atendimento e à atuação da advocacia na Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) Piratininga, em Bacabal. Foram entregues a Sala de Parlatório, a Sala de Estado Maior e a Sala da Advocacia. A iniciativa representa um avanço nas condições oferecidas aos advogados e advogadas que atuam na unidade prisional, garantindo mais organização, privacidade, segurança e comodidade para o exercício profissional.



A Sala da Advocacia recebeu o nome do advogado Dr. Danilo Pereira de Carvalho, em homenagem póstuma à sua trajetória e à relevante contribuição deixada para a advocacia. Para o presidente da OAB Maranhão, Kaio Saraiva, a entrega dos espaços reafirma o compromisso da Seccional com a estrutura necessária para que a advocacia possa exercer sua função de forma plena e independente. “Garantir espaços adequados para o exercício profissional é também garantir o respeito às prerrogativas da advocacia. A estruturação desses ambientes na UPR Piratininga é uma conquista importante para a advocacia criminal de Bacabal e região e demonstra que a OAB Maranhão permanece atenta às demandas da classe, atuando para assegurar condições dignas e seguras para o exercício da profissão”, destacou Kaio Saraiva.

O presidente da OAB Subseção Bacabal, Gilberto Lacerda, ressaltou que a entrega atende a uma demanda histórica da advocacia criminal e fortalece a atuação dos profissionais que precisam acessar a unidade prisional. “Esses espaços representam uma conquista para a advocacia de Bacabal. Estamos garantindo melhores condições para que advogados e advogadas possam atender seus clientes com privacidade, segurança e dignidade. É uma demonstração concreta do compromisso da Subseção com a valorização da advocacia e com a defesa intransigente das nossas prerrogativas”, afirmou. A atividade também contou com a participação do presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB Maranhão, Erivelton Lago, reforçando a atuação da Seccional na proteção das garantias profissionais da advocacia em todo o Estado.

A disponibilização de salas adequadas para o atendimento da advocacia no sistema prisional é fundamental para assegurar o sigilo profissional, a comunicação reservada entre advogado e cliente e o pleno exercício da defesa. Nesse sentido, a entrega dos novos espaços na UPR Piratininga fortalece não apenas a estrutura de trabalho da classe, mas também o próprio funcionamento da Justiça.. A ação integra o trabalho permanente da OAB Maranhão e da Subseção de Bacabal pela valorização da advocacia, pela melhoria das condições de trabalho e pela garantia do respeito às prerrogativas profissionais.


Gaeco realiza operação contra desvios de mais de R$ 600 milhões em verbas públicas

 O Ministério Público do Estado do Maranhão deflagrou, nesta terça-feira, 15, a Operação Faenerator, que cumpriu mandados e buscas e apreensão contra investigados pela prática de agiotagem, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a Administração Pública. As diligências foram realizadas em Imperatriz, João Lisboa e Buritirana, incluindo residências, sedes de empresas e propriedades rurais relacionadas aos investigados.



Além das buscas e apreensões, decisão judicial autorizou bloqueio e indisponibilidade de bens e valores de até R$ 621.455.220,00.

A ação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do MPMA (Gaeco) – Núcleo Regional de Imperatriz, com apoio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil (Seic), da Polícia Militar e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei) do MPMA. A atividade é respaldada em decisão da Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados.



Quanto aos bloqueios patrimoniais, incluem-se ativos financeiros, imóveis, veículos, aeronaves, embarcações e outros bens, bem como autorização para extração e análise de dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos.

OPERAÇÃO

A Operação Faenerator é resultado do aprofundamento e do cruzamento de elementos reunidos com as operações Regalo, Timoneiro e Pavimentum, realizadas anteriormente pelo Gaeco para apurar irregularidades envolvendo recursos públicos e empresas contratadas no âmbito da Secretaria Municipal de Infraestrutura de Imperatriz (Sinfra).

Os alvos fazem parte de um núcleo financeiro suspeito de atuar no financiamento de empresas envolvidas em contratos e obras públicas no Município de Imperatriz, inclusive empreiteiras anteriormente investigadas por desvios de recursos da Sinfra. Elementos indicam que a prática dos delitos acontece, pelo menos, desde 2017.

De acordo com as investigações, o grupo fornecia recursos aos empresários por meio de empréstimos com cobrança de juros e, paralelamente, utilizava pessoas físicas, empresas e diferentes operações financeiras e patrimoniais para ocultar e dissimular a origem e a circulação dos valores.

Os dados e provas colhidas apontam que o grupo, além de fornecer de forma sistemática capital a empreiteiros locais por meio da agiotagem, também participava de mecanismos destinados à ocultação e lavagem de recursos de origem ilícita.

MÉTODO UTILIZADO

Empreiteiras procuravam o grupo quando necessitavam de disponibilidade imediata de recursos para iniciar obras, manter o fluxo de caixa ou cumprir compromissos financeiros. O capital era concedido sem garantias formalmente constituídas, mediante cobrança de juros que variavam entre 3,5% e 4% ao mês, além de encargos calculados em caso de atraso. Como garantia, eram utilizados cheques e notas promissórias que permaneciam fora do sistema bancário e funcionavam como instrumentos físicos de controle das dívidas.

A investigação identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade econômica declarada por algumas das empresas relacionadas ao grupo. Em um dos casos, uma clínica odontológica declarou faturamento médio mensal de aproximadamente R$ 13 mil; no entanto, movimentou R$ 143,8 milhões entre 2019 e 2024.

Dentre os mecanismos destinados a dificultar o rastreamento dos recursos, estão a utilização de transferências bancárias, PIX, depósitos fracionados, contas de passagem, pessoas interpostas e saques em espécie.

A lavagem de dinheiro também inclui a reinserção de valores na economia formal com a aquisição e comercialização de bens móveis, incluindo carros de luxo e veículos pesados, aeronaves, helicópteros, embarcações e imóveis rurais. As apurações também apontam pagamentos de obrigações de natureza pessoal relacionadas a agentes públicos e Pessoas Expostas Politicamente (PEPs).

BLOQUEIO

O mandado judicial deferiu medidas de bloqueio e indisponibilidade de bens com o valor limite de R$ 621.455.220,00. A medida faz parte da estratégia de descapitalização da estrutura investigada e de preservação patrimonial. O Gaeco está apurando o montante de bens apreendidos e outras diligências.

FAENERATOR

O nome da operação deriva do termo latino faenerator, que significa “agiota” ou “usurário”, em referência à pessoa que empresta dinheiro mediante a cobrança de juros.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

MARANHÃO DE MURO BAIXO; Filha de procurador eliminada em concurso virou investigadora e depois delegada em Bacabal

Uma trajetória profissional que chama atenção e merece explicações públicas. No Maranhão, um caso envolvendo a filha de um procurador, FRANCISCO DAS CHAGAS BARROS DE SOUSA (atual subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos) voltou a provocar questionamentos sobre critérios de acesso e ascensão na carreira pública.



Segundo informações sobre o caso, a servidora, Ariana Sampaio Sousa, de 42 anos, foi eliminada em concurso público, ficando na 2018º lugar no certame, fora do limite de convocação previsto no edital, mas posteriormente ingressado na carreira como investigadora na delegacia geral da policia civil do maranhão como efetiva e, mais tarde, alcançado o cargo de delegada de terceira classe, DELGADA TITULAR DISTRITO INTERIOR e DO SEGUNDO DISTRITO POLICIAL de BACABAL, por meio de liminar.




A questão que se impõe não é apenas sobre a trajetória individual, mas sobre quais foram os caminhos jurídicos e administrativos percorridos entre uma eliminação em concurso e a posterior chegada a cargos de maior responsabilidade dentro da estrutura policial. Ariana enquanto investigadora faturava dos cofres publico salario de 10 mil reais, e sendo delegada em Bacabal salários de 25 mil.



Houve decisão judicial? Convocação por outro certame? Novo concurso? Reclassificação? Algum procedimento administrativo que permitiu a mudança de situação? A sociedade tem o direito de saber. Advogados em bacabal tem a delegada uma figura ignorante e grosseria dentro da repartição.

Em um Estado onde frequentemente surgem suspeitas e debates sobre apadrinhamento, influência e privilégios no serviço público, casos dessa natureza naturalmente despertam atenção. 

Não se trata de condenar ninguém por sua origem familiar. Ser filha de procurador não constitui, por si só, qualquer irregularidade. O ponto central é outro: a trajetória funcional precisa estar respaldada por regras claras, documentos públicos e absoluta transparência.

Se tudo ocorreu rigorosamente dentro da lei, que sejam apresentados os fatos e os fundamentos que expliquem a trajetória.

Porque, no serviço público, não basta parecer correto: é preciso demonstrar que foi correto. Maranhão de muro baixo? A pergunta está lançada.