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Cerca de 28 dos 67 milhões domicílios brasileiros não têm acesso aos serviços de esgotamento sanitário por rede coletora. Ou seja, isso quer dizer que somente 57,6% da população foi atendida com o benefício no ano passado. O maranhão ficou na posição do ranque de 5° lugar, coleta de esgoto em 10,3%, numero de domicílios é de 197 em cada 1,000, números total de domicílios no Estado 1.917. 1° Piauí, 2° Amapá, 3° Pará 4° Rondônia......
Alguns estados do país destacam-se por seu baixo percentual de coleta esgoto. O Piauí, por exemplo, que apresenta o pior índice entre as 27 unidades federativas, tem uma proporção de coleta de apenas 4% - das 963 residências, só 38 são atendidas pelo serviço.
Na prática, todo esgoto que não é coletado, ou tratado, abre uma porta de poluição no meio ambiente, o que acaba comprometendo a qualidade da água e aumentando os custos de tratamento.
O efeito borboleta só faz aumentar a proporção de brasileiros que convivem com litros de esgoto a céu aberto.
“Em termo de esgoto, o Brasil parou no séculos 19. Descuidamos totalmente. Passamos décadas sem tratamento, usando a diluição na água como solução. Seguindo a ideia do ‘Joga no rio que o rio resolve’, transformamos nossos rios em lixões. Agora, colhemos os frutos dessa política”, afirma Edison Carlos, Presidente do Instituto Trata Brasil, em entrevista a EXAME.com.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo IBGE na semana passada.
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