A partir de sexta-feira (1º de janeiro), entra em vigor o
novo salário mínimo, que passa a valer R$ 871,00, reajuste
que representa um aumento de R$ 83,00 em relação ao
atual valor, dinheiro a mais que vai fazer diferença para
uns, porém, para outros, a correção poderia ter sido maior.
De acordo com o Banco Central, cerca de 30% dos
trabalhadores brasileiros recebem salário mínimo e mais da
metade ganha de um a três salários. A proposta do governo
enviada ao Congresso Nacional fixava o mínimo para o ano
que vem em R$ 865,50, porém os parlamentares elevaram
o valor por causa da nova previsão do Índice Nacional de
Preços ao Consumidor (INPC), usado para corrigir o valor
este ano. O índice deve ser 0,7% maior que o previsto
inicialmente.
Para garantir o pagamento, o relator geral do Orçamento
no Congresso, deputado Ricardo Barros, teve de alocar
quase R$ 2 bilhões. O salário mínimo impacta também em
despesas como abono salarial, seguro desemprego e
benefícios previdenciários e assistenciais.


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