O Maranhão é o estado com menor número de candidatos aos cargos de
governador e senador nascidos fora do seu território. Apenas um entre os
17 postulantes (seis ao governo e 11 ao senado) não é nascido em terras
maranhenses.
Dentro os candidatos ao Governo, todos são nascidos no Maranhão,
sendo cinco naturais de São Luís e Maura Jorge (PSL) que é nascida em
Lago da Pedra. O estado é o único em que esse fenômeno ocorre.
Para o Senado, novamente o Maranhão tem o menor número de
“forasteiros” concorrendo ao cargo, pois apenas Alexandre Almeida (PSDB)
nasceu fora do Estado, o deputado é natural de Brasília-DF.
Nacional
A média nacional é bem diferente da realidade maranhense, pois um em
cada três candidatos aos governos estaduais nas eleições de 2018 nasceu
fora do estado que pretende administrar. Dos 199 postulantes aos
executivos estaduais, 70 são “forasteiros” – 35% do total. O percentual é
ligeiramente maior que o de 2014, quando o índice foi 32% (59 de 185).
O Distrito Federal é a unidade da federação com o maior número de
forasteiros disputando o governo local. Dos 11 candidatos pleiteando o
cargo, apenas dois são nascidos em Brasília. Tocantins, criado há
exatos 30 anos, aparece na segunda posição. No estado mais jovem do
país, apenas 1 dos 5 candidato ao governo é natural do estado.
Diferentemente de 2014, não há nenhum estado com apenas “forasteiros”
nestas eleições.
Não há irregularidade alguma em um candidato se candidatar em outro
estado que não o de nascimento. A única exigência é que ele tenha o
estado como domicílio eleitoral.
O Código Eleitoral diz que “é domicílio eleitoral o lugar de
residência ou moradia do requerente”. O TSE, porém, flexibiliza esse
entendimento de forma a aceitar como domicílio eleitoral locais com os
quais os candidatos (e eleitores) demonstrem vínculo político, social,
afetivo, patrimonial ou de negócios.
Entre todos os 199 candidatos a governo do país, 26 são nascidos em
São Paulo, 19 no Rio de Janeiro, 14 no Paraná, 13 em Minas Gerais, 10 no
Rio Grande do Sul e os demais em outros estados.
Senado
O percentual de candidatos “forasteiros” ao Senado é um pouco menor
que o do Executivo: 32%. Dos 355 candidatos, 115 pleiteiam uma cadeira
fora de seu estado de origem. Em nenhum estado, no entanto, todos os
candidatos são locais.
Mato Grosso é o estado com o maior número de postulantes de fora: 9
dos 11. Há candidatos de GO, MS, PR, RS, SC e SP. O Distrito Federal
aparece na segunda posição. Dos 20 candidatos, 16 são de fora.
Já o Ceará tem o menor percentual de candidatos não locais: só 1 dos
13 (7,7%). Em Goiás também apenas 1 dos 12 (8,3%) é de fora.
PG

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