segunda-feira, 8 de junho de 2026

Prefeito Roberto Costa perde a moral na FAMEM e Bacabal deixa de ser regional dos jogos escolares 2026.

 A divulgação das cidades que sediarão a etapa regional dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs) e ParaJEMs 2026 trouxe uma surpresa para muitos moradores de Bacabal: o município ficou fora da lista dos 12 polos escolhidos pelo Governo do Estado (Arari, Balsas, Barra do Corda, Chapadinha, Imperatriz, Paço do Lumiar, Santa Helena, Santa Luzia do Paruá, Timon, Tuntum, Urbano Santos e Vargem Grande)

  


A decisão causa estranheza. Bacabal é um dos principais centros urbanos do interior maranhense, possui localização estratégica, tradição esportiva e estrutura para receber delegações de dezenas de municípios. Em anos anteriores, a cidade já desempenhou papel importante na realização dos jogos escolares.

Diante desse cenário, é inevitável o questionamento: como uma cidade do porte de Bacabal ficou de fora enquanto outros municípios foram escolhidos para sediar a competição?

A situação ganha ainda mais repercussão pelo fato de o prefeito Roberto Costa ocupar atualmente a presidência da FAMEM, entidade que representa os municípios maranhenses. Para muitos observadores da política local, a exclusão de Bacabal da lista de sedes levanta dúvidas sobre o peso político que o município possui hoje nas decisões estaduais.

Os Jogos Escolares movimentam a economia local, fortalecem o esporte, geram renda para hotéis, restaurantes, transportes e comércio em geral. Perder a oportunidade de sediar uma etapa regional significa deixar de receber centenas de atletas, professores e familiares que movimentariam a cidade durante vários dias.

É claro que a escolha das sedes cabe ao Governo do Estado e deve obedecer critérios técnicos e administrativos. Porém, a população tem o direito de cobrar explicações transparentes sobre os motivos que levaram Bacabal a ficar fora do calendário regional dos JEMs 2026.

Mais do que uma questão esportiva, trata-se de uma discussão sobre representatividade, influência política e capacidade de articulação institucional. Afinal, se Bacabal reúne condições para sediar grandes eventos, por que ficou de fora de uma das maiores competições estudantis do Maranhão?

Essa é uma pergunta que merece resposta.


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