Na política maranhense, alianças mudam, grupos se reorganizam e antigos adversários podem se transformar em aliados. Mas, quando uma liderança passa sucessivamente de um grupo político para outro, uma pergunta inevitavelmente chega às ruas: qual é o limite entre articulação política e falta de compromisso?
É justamente essa pergunta que começa a ser feita em relação à prefeita Cici, de Lago-Açu, diante das recentes movimentações políticas e aproximações com diferentes grupos e lideranças do Maranhão.
Nos bastidores da política local, a gestora vem sendo chamada, de forma crítica, de “prefeita canguru”, numa referência às sucessivas mudanças de grupo e de alianças. A expressão ganhou força entre adversários e críticos da administração, que questionam a quantidade de mudanças no posicionamento político da prefeita ao longo dos últimos anos.
Segundo relatos que circulam no meio político, a prefeita teria mantido aproximações sucessivas com diferentes lideranças. Entre os nomes citados estão, Leandro Belo R$ 1 milhão, romance com Maura Jorge, de Lago da Pedra; jura de amor, Iracema Vale R$ 3 milhões; Ana do Gás; e, posteriormente, o grupo ligado à deputada Marreca.
Críticos da prefeita afirmam que cada uma dessas aproximações teria sido acompanhada de investimentos, recursos ou benefícios políticos destinados ao município. regalias tipo, convênios, emendas, contratos e demais registros públicos para que seja possível dimensionar exatamente os valores de milhões envolvidos e a origem dos recursos.
Onde foram parar os recursos?
É justamente nesse ponto que surge outra pergunta levantada por moradores e opositores: onde estão os resultados concretos dos recursos que, segundo relatos políticos, teriam sido destinados ao município, ou exclussivamente a prefeita?
Entre os comentários que circulam em Lago-Açu, há também especulações sobre a aquisição de patrimônio particular pela prefeita, incluindo supostos imóveis na região da Península, em São Luís, além de propriedades rurais, fazendas.
O questionamento central, portanto, é outro: se houve efetivamente a destinação de milhões de reais para Lago-Açu por meio de emendas, convênios, acordos ou outras fontes públicas, quanto chegou ao município, em quais obras e serviços foi aplicado e quais foram os resultados entregues à população? Essa é uma questão legítima para qualquer administração pública e pode ser respondida pela gestora.
Agora, aproximação com o governo Brandão
Como parte desse novo movimento político, a prefeita também passou a integrar o grupo político ligado ao governador Carlos Brandão, ampliando novamente o leque de alianças. A aproximação ocorre em um momento em que o Governo do Maranhão vem recorrendo a operações de crédito de grande porte.
Em 2023, o Estado contratou uma operação de R$ 350 milhões junto ao BNDES, segundo informações divulgadas à época. Em 2024, o governo encaminhou à Assembleia Legislativa uma proposta para contratação de aproximadamente R$ 1,995 bilhão junto ao Banco do Brasil, com garantia da União.
Já em 2026, o Maranhão teve autorização para uma nova operação de crédito de R$ 1,3 bilhão junto ao Banco do Brasil, destinada, segundo as informações oficiais divulgadas sobre a operação, a obras de infraestrutura rodoviária. A operação chegou a ser suspensa por decisão liminar da Justiça em maio, mas posteriormente a suspensão foi derrubada pelo Tribunal de Justiça, permitindo o prosseguimento da contratação.
Os empréstimos têm provocado debates políticos no Maranhão, principalmente em relação ao aumento do endividamento estadual e à destinação dos recursos. Para a oposição essas operações tenham sido realizadas para “comprar prefeitos” ou financiar campanhas, como sustentam críticos do governo.
A conta dos empréstimos
O debate sobre endividamento, entretanto, permanece. Operações de crédito representam recursos que deverão ser pagos pelo Estado conforme as condições estabelecidas nos contratos, o que torna importante acompanhar prazos, juros, garantias e a aplicação efetiva dos valores.
Também merece atenção a carga tributária estadual. A alíquota modal interna do ICMS no Maranhão foi elevada de 22% para 23%, por alteração legislativa aprovada em 2024, com efeitos posteriores. O próprio Governo do Maranhão registra essa mudança em documentos oficiais de planejamento.
Por isso, diante de tantas mudanças de alianças e de grandes operações financeiras realizadas pelo Estado, a população de Lago-Açu e os maranhenses têm uma pergunta que permanece em aberto:
As alianças políticas estão sendo construídas em torno de projetos e resultados para a população ou apenas de conveniências políticas de ocasião? No caso de Lago-Açu, a resposta poderá ser encontrada menos nos discursos políticos e mais nos números: quanto dinheiro entrou, de onde veio, onde foi aplicado e quais benefícios efetivamente chegaram à população.
Na política maranhense, alianças mudam, grupos se reorganizam e antigos adversários podem se transformar em aliados. Mas quando uma liderança passa sucessivamente de um grupo para outro, uma pergunta inevitavelmente chega às ruas: qual é o limite entre articulação política e falta de compromisso?
É justamente essa pergunta que começa a ser feita sobre uma prefeita maranhense que, segundo relatos e movimentações políticas que circulam nos bastidores, teria construído sua trajetória recente aproximando-se de diferentes grupos e lideranças. A chamada “prefeita canguru” de Lago-Açu parece ter desenvolvido uma habilidade especial na política: pular de um grupo para outro conforme os ventos políticos mudam.
A prefeita CICI, antes jurava fidelidade, já agora tem pulado igual cangurus na areia quente, e tem pulado mais bonito quanto assunto é quem paga mais.

.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário