quinta-feira, 15 de outubro de 2026

INCOMPETÊNCIA? Cici e a dívida de R$ 103 milhões em Lago-Açu: paga uns, deixa outros sem receber e transfere responsabilidades

 A situação financeira de Conceição do Lago-Açu, no Maranhão, voltou ao centro das discussões políticas. E os números apresentados na relação de inscrições em Dívida Ativa exigem atenção: não são apenas R$ 70 milhões, mas R$ 103.709.823,01 registrados em sete inscrições de natureza tributária e previdenciária, com valores atualizados em 1º de outubro de 2026.

INCOMPETÊNCIA? Cici e a dívida de R$ 103 milhões em Lago-Açu: paga uns, deixa outros sem receber e transfere responsabilidades


O valor precisa ser esclarecido à população. Diante de uma dívida dessa dimensão, a pergunta é direta: qual é a origem de cada débito, quais parcelamentos foram negociados e quais medidas estão sendo adotadas para regularizar a situação financeira do município?


Segundo as informações apresentadas para esta reportagem, as negociações dos parcelamentos foram realizadas pela própria prefeita Cici. Por isso, é necessário esclarecer quais acordos foram firmados, em que condições e quais valores já foram pagos ou continuam pendentes. Extrato bancário do dia primeiro a 14 de outubro de 2026, o município recebeu foram o valor da saúde, o montante de R$ 1.668.488,34, com desconto do DARF de R$ 454.846,56 e o município pagou também no dia 9, três empresas, FACE COMERCIO REPRESENTAÇAO LTDA  mais de 30 mil, T Z M DOS SANTOS mais de 150 mil, G P CAXIAS LTDA, mais de 200 mil e a VIRTUAL TECCHNOLOGIES INVESTIMENTO S/A.

INCOMPETÊNCIA? Cici e a dívida de R$ 103 milhões em Lago-Açu: paga uns, deixa outros sem receber e transfere responsabilidades


Não foram bloqueios, mas descontos e débitos nas contas

Outro ponto que precisa ser esclarecido diz respeito à forma como os recursos foram retirados das contas públicas. Conforme as informações relatadas, os valores não teriam sido bloqueados judicialmente, mas sim descontados ou debitados das contas bancárias.

A diferença é importante. Um bloqueio judicial e um débito decorrente de parcelamento ou de outra obrigação financeira são situações distintas. 

Se deixou a Educação em abril de 2024, por que ainda constava como responsável legal em dezembro?

Outro questionamento envolve a trajetória administrativa da prefeita Cici antes das eleições municipais de 2024.

Conforme a declaração atribuída à prefeita, ela teria deixado a Secretaria Municipal de Educação em abril daquele ano para disputar as eleições. Diante disso, surge uma pergunta que precisa de resposta documental: por que o nome dela ainda constaria como responsável legal pela conta bancária do Banco do Brasil em dezembro de 2024?

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Se os registros confirmarem essa permanência, a Prefeitura precisa explicar por que o cadastro continuava daquela forma e se houve alguma movimentação financeira realizada nesse período.

Acusações de perseguição também entram no debate

No campo político, a prefeita afirma que nunca perseguiu adversários. Entretanto, há relatos e acusações de que pessoas que mantinham contato com o ex-gestor ou com Alyson eram tratadas como inimigas políticas e ameaçadas de perderem seus empregos na gestão.


O debate público não deve se limitar a declarações de um lado ou de outro. A população precisa conhecer os fatos e ter condições de avaliar as condutas de seus representantes.

Denúncia de ameaça exige esclarecimento dos dois lados

A controvérsia também envolve acusações de ameaça. Segundo as informações apresentadas, a prefeita acusa vereador Truman Junior de tê-la ameaçado. Em contrapartida, há a alegação de que o próprio parlamentar teria sido ameaçado pelo marido da prefeita e por pessoas descritas como seus aliados.

As versões precisam ser apuradas. Todos os envolvidos têm direito de apresentar suas versões, e as autoridades competentes devem apurar eventuais responsabilidades.

A população cobra respostas, não apenas discursos

Os números da Dívida Ativa, os parcelamentos, os débitos nas contas bancárias e os questionamentos sobre a responsabilidade legal pela movimentação financeira formam um conjunto de assuntos que merece esclarecimento público. A prefeita apenas fala, mas não mostra nenhum documento, e ai dar pra acreditar?

Afinal, são R$ 103,7 milhões em inscrições registradas, e não apenas R$ 70 milhões como ela disse em video, mas, mesmo assim ainda quer fazer empréstimo de 20 milhões para asfalto e energia solar?. O valor total, por si só, não esclarece a origem dos débitos nem permite atribuir toda a responsabilidade a uma única gestão. Mas torna indispensável conhecer a composição da dívida, os acordos firmados, os pagamentos realizados e a situação atual de cada inscrição.

A prefeita Cici tem o direito de apresentar sua versão e os documentos que considerar pertinentes. Da mesma forma, vereadores, ex-gestores e cidadãos podem cobrar transparência e explicações sobre a administração dos recursos públicos.

Em Conceição do Lago-Açu, a população merece respostas objetivas, documentos acessíveis e esclarecimentos que permitam separar fatos comprovados de acusações políticas.

O dinheiro público pertence à população. E a transparência sobre as dívidas, os descontos bancários e as decisões administrativas não é favor de governante: é uma exigência de responsabilidade pública.

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