Uma decisão proferida nesta sexta-feira (6 de novembro de 2026), Diego Duarte revogou a prisão preventiva de Raimundo Nonato, conhecido como “Raimundo Jacaré”, e concedeu liberdade provisória ao investigado, COM A DECISÃO RAIMUNDO JACARE CONTINUA INDICIADO.
A decisão e com as palavras do juiz, que foi proferida no processo, que apura uma série de atentados armados, ameaças e incêndios criminosos ocorridos na região de São Luís Gonzaga do Maranhão, após a morte violenta de Ruideglan, registrada em 23 de outubro de 2026.
Dúvidas na identificação do investigado
De acordo com a decisão judicial, Raimundo foi preso em Bacabal no dia 2 de novembro, após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido no âmbito das investigações.
Entretanto, após a prisão, a defesa apresentou pedido de relaxamento da prisão e revogação da preventiva, alegando possível erro de identificação e homonímia de alcunha.
Entre os argumentos apresentados, a defesa destacou que Raimundo Nonato Santos Silva tem 61 anos, exerce atividade profissional lícita, possui residência no bairro Vila da Paz, em Bacabal, e não teria qualquer participação nos crimes investigados.
O juiz determinou que a autoridade policial realizasse diligências complementares, incluindo o interrogatório formal do custodiado, para esclarecer as dúvidas relacionadas à identificação.
Relatório policial apontou fragilidade nos indícios
Um dos pontos determinantes para a decisão foi a reavaliação dos depoimentos utilizados inicialmente para fundamentar a prisão.
Conforme registrado pelo magistrado, uma testemunha que havia mencionado o nome de Raimundo Jacaré posteriormente esclareceu que não sabia identificar sua identidade civil, nem possuía informações diretas sobre sua participação nos acontecimentos. Segundo o relato, as informações teriam sido obtidas por comentários de terceiros.
Outro elemento considerado foi o depoimento de uma testemunha presencial da invasão a uma fazenda no povoado Aquidabam. Ela informou que os criminosos estavam encapuzados, impossibilitando o reconhecimento individual dos envolvidos, mas mesmo assim resolveram agir no me falaram, me disseram e e Raimundo jacaré por uma semana.
O próprio relatório policial nº 4492/2026 concluiu que os elementos reunidos não permitiam estabelecer uma correspondência segura entre um dos autores dos ataques e Raimundo Nonato.
Ministério Público também se manifestou pela liberdade
Outro aspecto importante foi a manifestação do Ministério Público do Maranhão, que, após analisar os novos elementos apresentados pela investigação, posicionou-se favoravelmente à revogação da prisão preventiva.
O órgão ministerial apontou o enfraquecimento substancial dos indícios de autoria e solicitou a expedição imediata do alvará de soltura, sem prejuízo da continuidade das investigações.
O magistrado acolheu tanto a manifestação do Ministério Público quanto o pedido formulado pela defesa, representada pela defesa.
Liberdade concedida, mas com restrições
Apesar de revogar a prisão preventiva, o juiz estabeleceu medidas cautelares que deverão ser cumpridas pelo investigado.
Entre as determinações estão:
Monitoramento eletrônico por tornozeleira pelo prazo inicial de 100 dias, sujeito a revisão judicial. Será que ao menos tem esse matéria disponível?
Proibição absoluta de manter contato com vítimas, familiares, testemunhas e demais investigados, por qualquer meio, inclusive telefone, redes sociais ou por intermédio de terceiros.
O magistrado advertiu que o descumprimento injustificado das medidas poderá resultar na imposição de novas restrições ou até mesmo na decretação de uma nova prisão preventiva.
Prisão dos demais investigados permanece válida
A decisão também deixa claro que a revogação da prisão preventiva beneficia exclusivamente Raimundo Nonato .
Os decretos de prisão preventiva expedidos contra os demais representados permanecem válidos, com os respectivos mandados ativos perante as forças de segurança.
A Polícia Civil deverá dar continuidade às investigações, realizar diligências complementares e concluir o Inquérito Policial nº 28307/2026, buscando identificar formalmente todos os envolvidos nos atentados.
Decisão não encerra as investigações
É importante destacar que a concessão da liberdade provisória não representa o arquivamento do inquérito nem uma declaração definitiva de inocência. Significa que, diante dos novos elementos apresentados, o Judiciário entendeu não haver fundamento suficiente para manter Raimundo preso preventivamente, substituindo o cárcere por medidas cautelares.
A decisão foi assinada eletronicamente e determinou a expedição urgente do alvará de soltura.
O próprio juiz autorizou expressamente a divulgação da decisão pelos meios de comunicação, considerando a repercussão do caso na imprensa local. Que outrora ele disse não influencia e tal



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