De julho desde ano até o mês passado, o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) vinha oferecendo para a impresa análise global dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Previdência, mas este mês focou apenas no segmento do comércio. A explicação é simples, os três últimos meses foram de registro positivo na geração de empregos, ao contrário, do que vinha ocorrendo entre janeiro e junho, que registraram apenas saldo negativo, e agora em novembro apareceram os números de outubro, também com resultado negativo.
No mês de março, indagado sobre o que explicava esse índice de desemprego, o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, deu a resposta que parecia mais fácil: herança do governo anterior. No trimestre em que foram apresentados resultados positivos, cabia ao próprio governador Flávio Dino (PCdoB) explicar: reflexo das ações do seu governo, pelos investimentos feitos, principalmente em construção.
Agora em novembro, com um desempenho negativo já que houve o fechamento de 2.311 postos de trabalho, a equipe econômica do Governo optou por mostrar um dos poucos segmentos que tiveram saldo positivo na geração de empregos, o comércio, que preservou 322 empregos. Fora este, apenas a agropecuária, que teve saldo positivo de 56. Os demais setores fecharam com desempenho negativo: extração mineral (-44), industria da transformação (-1.879), serviços industriais de utilidade pública (-280), construção civil (-182), serviços (-122) e administração pública (-152).
Com este desempenho negativo, o Maranhão chegou a um acumulado no ano de de 5.870 postos de trabalho desativados, o pior desempenho dos últimos 14 anos, numa medição entre janeiro e outubro.
As estatísticas do Caged , de 2002 a 2015, mostram que este foi o único ano com saldo negativo em dez meses. O melhor desempenho, entre janeiro e outubro, foi em 2010, quando o Maranhão teve um saldo positivo de 41.167. O segundo pior desempenho foi de 2012, mas mesmo assim com um saldo positivo: 8.284 empregos preservados.
Veja, ano a ano, como foi o acumulado de empregos no Maranhão, entre janeiro e outubro:
- 2002 - 9.340
- 2003 - 10.852
- 2004 - 12.422
- 2005 - 18.342
- 2006 - 20.363
- 2007 - 22.658
- 2008 - 32.358
- 2009 - 2.789
- 2010 - 41.167
- 2012 - 8.284
- 2013 - 16.774
- 2014 - 8.549
- 2015 - -5.870
M.H.


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